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Exército mobiliza 3.700 soldados em operação na zona sul e norte do Rio de Janeiro

Ricardo Moraes

Cerca de 3.700 soldados do Exército brasileiro, com o apoio da polícia, desencadearam esta quarta-feira uma operação contra o crime em várias favelas na zona norte e sul da cidade do Rio de Janeiro, informaram fontes militares.

A ação faz parte de uma intervenção militar promulgada em fevereiro passado pelo Presidente do Brasil, Michel Temer, que entregou ao Exército o controlo da área de segurança pública do Rio de Janeiro para conter uma onda de violência afeta a cidade mais emblemática do país.

A operação desta quarta-feira ocorre no complexo Lins de Vasconcelos, na zona norte do Rio, e comunidades de Pavão-Pavãozinho, Cantagalo, Babilônia e Chapéu Mangueira, na zona sul da 'capital carioca', informou o Comando Militar em uma declaração.

As favelas na zona sul localizam-se perto de bairros turísticos como Copacabana, Ipanema e Leblon, entre outros, destacou o Exército.

Os soldados estabeleceram um cerco nas comunidades, removeram barricadas ilegais e fizeram verificações em pessoas e veículos em busca de suspeitos com antecedentes criminais.

Também participam da ação 200 policiais militares e 90 outros agentes da Polícia Civil que estão atuando no bloqueio de estradas e cumprindo dos mandados judiciais apoiados por veículos blindados e aeronaves das forças de segurança.

Nas últimas semanas, as autoridades brasileiras intensificaram as operações das Forças Armadas e da polícia no Rio de Janeiro, embora o saldo final destas ações, em muitas ocasiões, seja pequeno.

A intervenção militar não travou os episódios violentos no Rio de Janeiro nos últimos meses, incluindo a morte a tiros em março passado da vereadora Marielle Franco.

Os disparos com armas de fogo também aumentaram em 36% nos primeiros quatro meses de intervenção, que previsivelmente terminará em 31 de dezembro deste ano.

Até agora, neste ano, mais de 60 policiais morreram violentamente em todo o estado do Rio de Janeiro, que sofre uma onda de violência que só no ano passado custou a vida de 6.731 pessoas.

Lusa

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