Mundo

EUA dizem que as crianças elegíveis já foram entregues às famílias

Sandy Huffaker

O Governo norte-americano afirmou hoje que as todas as crianças elegíveis menores de cinco anos, separadas das famílias na fronteira sul dos Estados Unidos, já foram reunidas com os seus pais.

As autoridades administrativas declararam que 57 crianças já tinham sido reunidas com os seus familiares até hoje de manhã.

Ao longo de todo o processo de reunificação o "objetivo tem sido o bem-estar das crianças, e devolvê-las a um ambiente seguro", afirmaram em comunicado os representantes das três agências encarregues da operação, acrescentando que se mantêm ainda vários obstáculos em toda a missão, que não é abordada pelo Governo "de forma leve".

No entanto, a administração dos Estados Unidos admitiu que 46 crianças imigrantes continuam separadas devido a razões de segurança e porque os pais de algumas já foram deportados.

A União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU, na sigla inglesa), que avançou com um processo em tribunal em março em nome de uma mulher que foi separada da sua filha durante cinco meses depois de pedir asilo na fronteira de San Diego, no Estado da Califórnia, afirmou que estava a analisar as recentes declarações do Governo, e que se deverá pronunciar mais tarde.

A 26 de junho, o juiz federal Dana Sabraw fixou terça-feira como o prazo limite para reunir as crianças menores de cinco anos às suas famílias, separadas entre o início de maio e 20 de junho, quando o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou atrás com a decisão de aplicação da política de tolerância zero para quem entrasse ilegalmente no país, após protestos a nível internacional.

No início da semana uma advogada do Departamento de Justiça, Sarah Fabian, reconheceu em tribunal que o Governo não cumpriria o prazo estabelecido pelo juiz Sabraw para todas as crianças, pois necessitaria de mais tempo para localizar os pais que já tinham sido deportados ou libertados nos Estados Unidos.

O pedido de mais tempo feito pelo Departamento de Justiça ao juiz Sabraw foi recusado, tendo este admitido apenas algumas exceções, nos casos em que fossem apresentadas razões decentes para os atrasos.

O Governo declarou que foram registados pais com antecedentes criminais sérios, cinco adultos que não eram parentes das crianças que afirmavam ser, e um caso credível de abuso infantil.

A administração Trump enfrenta agora o prazo limite de 26 de julho, data em que terá de ter reunido 2.000 crianças mais velhas com as suas famílias.

Lusa

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