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"Assim que percebi que o amava, deixei a paróquia"

ANGEL MEDINA G

Giuliano Costalunga era padre na igreja Selva di Progno na região de Lessinia, em Itália, até que resignou ao sacerdócio. Em fevereiro deste ano escreveu uma carta ao bispo de Verona a anunciar oficialmente que estava a abandonar a sua condição de pároco para casar com Paolo, um paroquiano que em tempos o ajudava.

A história remete ao ano de 2016, quando Giuliano abandonou a paróquia pela qual era responsável para viver com Paolo. Os dois conheceram-se no hospital, numa altura em que fazia tratamentos para curar um cancro.

Numa entrevista às agências de notícias EFE e EPA, contou que a amizade se foi transformando em amor. "Assim que percebi que o amava, deixei a paróquia, comecei a morar com ele, e embora não tivesse paróquia fixa, ainda era padre e celebrava missas quando me chamavam", explicou.

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Não foi fácil para Giuliano abandonar o sacerdócio, confessando que foi com dor que viveu o momento, mas convicto de que esta relação terá sido abençoada por Deus. "O nosso amor é um amor em Deus. O que há de maravilhoso no nosso amor é que não é um amor a dois, é um amor a três".

Giuliano e Paolo vivem agora nas Canárias, sítio escolhido pela liberdade e abertura da comunidade aos homossexuais. O casal conta que vai à missa todos os domingos na paróquia de San Fernando de Maspalomas, e não abdicam da comunhão. "Para nós, é fundamental ter Deus nas nossas vidas".

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