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Mais de 900 crianças-soldado já foram libertadas no Sudão do Sul este ano

Andreea Campeanu

Mais de 100 crianças foram libertadas esta semana por grupos armados no Sudão do Sul, elevando para mais de 900 o total de crianças-soldado que conseguiram liberdade este ano, segundo a Unicef.

O representante do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no país, Mahimbo Mdoe, disse que "o progresso feito este ano dá esperança de que, um dia, todas as 19 mil crianças que ainda servem nos grupos armados e forças armadas possam ser devolvidos às suas famílias".

Citado pela ONU News, Mdoe considerou que "até esse objetivo ser atingido, o trabalho para acabar com o recrutamento e uso de crianças tem de continuar".

O grupo libertado esta semana incluía 90 meninos e 38 meninas. As crianças estavam associadas ao Movimento Nacional de Libertação do Sudão do Sul, que em 2016 assinou um acordo de paz com o Governo.

A Unicef organizou ainda uma cerimónia na cidade de Yambio, no sul do país, para marcar o momento, onde as crianças entregaram as suas armas e receberam novas roupas. Todas vão fazer exames médicos e receber apoio psicossocial, como parte de um plano de reintegração.

Quando as crianças voltarem a casa, as famílias vão receber três meses de ajuda alimentar do Programa Mundial de Alimentos (PMA).

Além dos serviços relacionados com os meios de subsistência, a Unicef e os parceiros vão assegurar serviços de educação específicos e centros de aprendizagem acelerada. Este esforço é uma parceria entre a Unicef, a Missão das Nações Unidas no país, Unmiss, e parceiros do Governo.

O representante da agência da ONU explica que "negociações com as partes em conflito exigem energia e compromissos consideráveis de todos os envolvidos". A Unicef precisa de 45 milhões de dólares (cerca de 38 milhões de euros) para reintegrar estas crianças nos próximos três anos.

Lusa

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