Mundo

Cadela salva homem de uma pena de 50 anos de prisão

Lisa Christon

A descoberta de uma cadela chamada Lucy ajudou a desvendar parte de um caso criminal contra um homem, suspeito de cometer abusos sexuais a uma menor, e que estava no início de uma sentença de 50 anos na prisão. Em causa estavam as falsas declarações da alegada vítima.

O norte-americano Joshua Horner foi condenado em abril de 2017 pelo crime de abuso sexual de uma menor.

Durante o julgamento, a alegada vítima testemunhou que o canalizador tinha ameaçado matar os seus cães, caso ela fosse à polícia apresentar queixa. Segundo a agência Associated Press, a jovem disse mesmo que tinha visto o homem de Oregon a matar a sua cadela para provar que as ameaças eram verdadeiras.

Perante a condenação e já na prisão, Horner pediu ao Projeto Pessoas Inocentes de Oregon para aceitarem o seu caso. Juntamente com o procurador do condado de Deschutes, John Hummel, o grupo decidiu investigar.

Horner sempre insistiu que não tinha morto cão algum e o grupo viu aí uma oportunidade para desvendar a verdade. Começaram por procurar o labrador preto, que a alegada vítima tinha dito ter sido morto à sua frente.

Depois de alguma investigação, o grupo e John Hummel conseguiram encontrar a cadela numa pequena cidade perto de Portland. "Ela estava a beber de uma taça de água e sentada na sombra. Brincamos com ela. Foi extraordinário", revelou Lisa Christon, uma das voluntárias do grupo, à agência norte-americana.

O escritório de John Hummel afirmou que a descoberta desta evidência chave mostrou que a alegada vítima não tinha sido honesta no seu testemunho. "A cadela Lucy não foi morta. A cadela Lucy está viva e bem de saúde", foram estas as declarações pelo escritório do procurador, através de um comunicado.

O caso voltou a tribunal, com Hummer a dizer que não tem a certeza que Horner não abusou sexualmente da alegada vítima, mas que também não estava convencido do crime.

O juiz do condado de Deschutes anulou o caso. Horner saiu da prisão a 3 de agosto, depois do Tribunal de Recurso anular a sua condenação e pedir um novo julgamento.

Contudo, após as várias tentativas de contactar a alegada vítima terem falhado, o tribunal decidiu que não iria haver um novo julgamento. John Hummer foi formalmente absolvido na passada segunda-feira.

Num comunicado divulgado pelo Projeto Pessoas Inocentes de Oregon, Joshua Horner agradeceu ao grupo, à família, aos amigos e ao procurador John Hummel pela resolução do caso.

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