Mundo

Pais de vereadora brasileira morta há seis meses exigem justiça

Ricardo Moraes

Os pais da vereadora brasileira Marielle Franco, morta há seis meses no Rio de Janeiro, exigem que os assassinos sejam identificados e levados à justiça.

Na noite de 14 de março, Marielle Franco, vereadora, ativista e defensora dos direitos humanos, e o seu motorista, Anderson Gomes, foram baleados mortalmente num bairro no centro do Rio de Janeiro depois de terem participado num evento político-cultural. Após seis meses, as autoridades ainda não têm respostas sobre os autores e a motivação do assassínio.

Hoje, foi colocado um grande ecrã numa viatura perto do icónico Pão de Açúcar, no qual se lia "Há seis meses, Marielle Franco foi morta brutalmente e ainda não temos respostas".

O pai da vereadora, António Francisco da Silva, juntou-se aos ativistas e afirmou que ainda espera que as autoridades lhe digam quem ordenou o assassínio e porquê.A organização internacional de defesa dos direitos humanos, Amnistia Internacional (AI), classificou hoje como "inadmissível" que, seis meses após o homicídio de Marielle Franco, não haja respostas, nem se tenha resolvido o crime.

O crime causou uma forte comoção nacional, porque Franco, de 38 anos, negra, lésbica, nascida num complexo de favelas violentas e militante de esquerda do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), se destacou por denunciar abusos policiais nas favelas e pela defesa dos direitos humanos.

O assassínio da vereadora ocorreu um mês depois de o governo brasileiro decretar intervenção federal na área de segurança do estado do Rio, que deixou o controlo da ordem pública nas mãos das Forças Armadas.

A AI, que desde o primeiro dia pediu esclarecimentos sobre o crime, reiterou que é da responsabilidade do Estado brasileiro, das autoridades e organismos da justiça criminal garantir que o assassínio de Franco seja devidamente investigado e que os responsáveis sejam identificados e julgados.

Lusa

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