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Ativista do grupo Pussy Riot envenenado transferido para Berlim

Maxim Shemetov

O ativista do grupo punk russo Pussy Riot Piotr Verzilov foi transferido de um hospital de Moscovo para Berlim para ser tratado após o alegado envenenamento de que foi alvo, noticiou o diário alemão Bild.

O membro do grupo russo chegou à capital alemã no sábado ao fim da tarde a bordo de um avião-ambulância e está nas mãos de especialistas, adianta o jornal.
Verzilov é um dos quatro ativistas do grupo Pussy Riot que invadiu o campo do estádio Luzhniki durante a final do Mundial de futebol da Rússia no jogo entre a França e a Croácia e um dos editores da plataforma independente de notícias MediaZona.

Depois desta ação, Verzilov foi detido juntamente com outros membros do seu grupo, que há dias informou através da sua rede social Facebook que se encontrava "em estado crítico" na unidade de Toxicologia do Hospital Clínico Bajrushin de Moscovo.

Segundo relatou posteriormente outro membro do grupo, Veronika Nikoulchina, Verzilov começou a sentir-se mal na terça-feira à noite, tendo nomeadamente deixado de ver, e foi transferido para o hospital, depois de ter comparecido em tribunal.

No sábado, Nikoulchina afirmou que Verzilov, hospitalizado desde terça-feira em estado grave, "recuperou a consciência" e saiu dos cuidados intensivos.
"Petya [Piotr] recuperou a consciência", mas continua a ter alucinações e delírios, disse Veronika Nikoulchina, também membro da banda, na sexta-feira à noite ao jornal online Meduza.

Na quinta-feira foi transferido para a unidade de cuidados intensivos de um reputado hospital de Moscovo, o Instituto Sklifossovsky, e, na sexta-feira, o seu estado foi qualificado de "grave" por este hospital.

Nikoulchina disse ainda ao Meduza que Piotr foi envenenado "com qualquer coisa como atropina. A questão é que foi uma grande dose".
Nenhuma fonte oficial adiantou uma causa para o estado de Verzilov.

Piotr Verzilov e Veronika Nikoulchina são dois dos quatro membros das Pussy Riot que invadiram o campo na final do Campeonato Mundial de Futebol da Rússia 2018, tendo sido condenados por esse ato a 15 dias de detenção.

Verzilov é também fundador do 'site' MediaZona, que divulga informações sobre processos contra ativistas dos direitos humanos.

Lusa

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