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Pequim critica jornais ocidentais por notícias sobre a detenção do ex-presidente da Interpol

Os órgãos de comunicação social da República Popular da China defendem a detenção do ex-presidente da Interpol, Meng Hongwei, acusado de ter recebido subornos, e acusam jornais ocidentais de falta de respeito pela luta anticorrupção no país.

"As publicações ocidentais apressaram-se a falar deliberadamente sobre o 'desaparecimento' de Meng para atacar o sistema político chinês apesar de as autoridades terem difundido informações sobre a situação", escreve hoje o jornal oficial Global Times.

Meng, 64 anos, era vice-ministro da Segurança Pública do governo de Pequim quando foi escolhido para presidente da Interpol em 2016 tendo "desaparecido" no passado dia 25 de setembro após uma viagem com destino à China.

A família, que se encontra na cidade francesa de Lyon, onde está instalada a sede da Interpol, não foi informada da detenção e só ficou a saber o paradeiro de Meng após a difusão de um comunicado oficial na segunda-feira sobre a detenção e a acusação contra o ex-presidente do organismo internacional.

"As críticas dos meios de comunicação ocidentais devem-se à falta de respeito pela lei chinesa e à falta de entendimento sobre a campanha anticorrupção na China. Se o sistema legislativo chinês é diferente do sistema ocidental, os jornais consideram - com arrogância -- que essas diferenças são falhas", acrescenta o Global Times, de Pequim.

A família de Meng Hongwei tinha denunciado o desaparecimento do ex-presidente da Intrepol logo após uma deslocação à República Popular da China, no passado dia 25 de setembro.

No sábado, o secretário-geral da Interpol, o alemão Jurgen Stock pediu a Pequim para "clarificar a situação" do presidente da organização.

Entretanto, no domingo a Interpol anunciava que tinha recebido a renúncia do presidente da organização "com efeito imediato".

A mulher do ex-presidente da Interpol, Grace Meng, que tinha denunciado junto da polícia francesa o "desaparecimento preocupante" do marido disse durante o fim de semana aos jornalistas de Lyon, cidade francesa onde está instalada a sede da Interporl, que o marido se "encontrava em perigo".

A Interpol, organização internacional de cooperação policial, é constituída por 192 países.

Lusa

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