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Indonésia suspende buscas de desaparecidos no sismo e tsunami de setembro

Darren Whiteside

As autoridades indonésias suspenderam hoje as buscas de milhares de desaparecidos, na sequência do sismo, seguido de tsunami, que devastou a região central da Indonésia, no final de setembro, e causou mais de 2.000 mortos.

"As operações de busca e resgate das vítimas vão terminar hoje à tarde", disse o responsável pelas operações em Palu, nas Celebes, Bambang Suryo.

Na terça-feira, as autoridades elevaram para 2.010 o número de mortos após o sismo de magnitude 7,5 na escala de Richter, seguido de tsunami, que no passado dia 28 de setembro atingiu as Celebes.

No mesmo dia, o porta-voz da agência indonésia de resposta a catástrofes, Sutopo Purwo Nugroho, alertou para as dificuldades no terreno e o avançado estado de decomposição dos cadáveres, que os tornou irreconhecíveis e fez aumentar o risco de contaminação.

De acordo com a ONU, cerca de 200 mil pessoas precisam de assistência humanitária urgente.

O país situa-se no chamado Anel de Fogo do Pacífico, zona de forte atividade sísmica, situada na convergência de três placas tectónicas (indo-pacífica, australiana e eurasiática).

A ilha turística, perto de Bali, no sul da Indonésia, foi atingida por dois fortes terramotos, em 29 de julho e em 05 de agosto, seguidos por réplicas, e de um novo sismo de magnitude 6,9, em 19 de agosto.

Em dezembro de 2004, um sismo de magnitude 9,1 ao largo de Samatra, no oeste da Indonésia, provocou um tsunami que matou 230 mil pessoas numa dezena de países.

Lusa

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