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Marine Le Pen diz que não vê Bolsonaro como "um candidato de extrema-direita"

Max Rossi

A líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, afirmou esta quinta-feira que não vê o candidato presidencial brasileiro, Jair Bolsonaro, como pertencente à extrema-direita e afirmou que ele "diz coisas extremamente desagradáveis".

Em entrevista a um canal francês, Marine Le Pen foi confrontada com as declarações polémicas de Bolsonaro, em que o candidato disse preferir ver os filhos mortos caso fossem homossexuais e que mulheres merecem ganhar menos do que os homens.

Em resposta, Le Pen afirmou:

"Não vejo Bolsonaro como um candidato de extrema-direita. Ele diz coisas extremamente desagradáveis que são intransponíveis em França. São culturas diferentes", disse.

Quando questionada sobre se desejava a vitória do candidato do Partido Social Liberal (PSL), que disputa a segunda volta das presidenciais contra Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT), Marine Le Pen afirmou que essa era uma decisão que cabia apenas ao povo brasileiro.

No entanto, referiu que o candidato do PSL focou a sua campanha contra a corrupção e a criminalidade, o que lhe rendeu o apoio popular. Segundo a líder da extrema-direita francesa, os 49,2 milhões de votos que Bolsonaro obteve na primeira volta devem ser vistos como uma reação dos brasileiros à insegurança.

"É uma criminalidade endémica que atinge a liberdade dos brasileiros, que lançaram o alerta de que a segurança é uma prioridade para eles", afirmou, segundo o jornal Estadão.

Marine Le Pen, líder da extrema-direita francesa, foi derrotada nas eleições francesas de 2017 com 34% das intenções de voto contra 66% do candidato centrista Emmanuel Macron.

Jair Bolsonaro venceu as eleições presidenciais brasileiras de domingo, com 46,7% dos votos, seguido de Fernando Haddad (PT), com 28,37%, resultado que ditou a necessidade de uma segunda volta entre os dois candidatos, já que nenhum obteve mais de 50%.

A decisão sobre o sucessor de Michel Temer como 38.º Presidente da República Federativa do Brasil ficou adiada para 28 de outubro.

Lusa

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