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Bolsonaro admite não ir a debates presidenciais por estratégia

Marcelo Sayao

O candidato à Presidência da República brasileira Jair Bolsonaro admitiu, na quinta-feira, a possibilidade de não participar nos debates presidenciais com o opositor Fernando Haddad por uma questão "de estratégia".

"Existe sim a possibilidade de estratégica (de não ir aos debates)", afirmou o candidato do Partido Social Liberal numa conferência de imprensa, no Rio de Janeiro.

Os médicos de Jair Bolsonaro já tinham informado que o candidato da extrema-direita não iria participar em debates e ações de campanha até ao dia 18 deste mês.Segundo os médicos, Bolsonaro ainda tem anemia devido ao ataque que sofreu no dia 06 de setembro em Juiz de Fora, mas o próprio candidato admitiu que a ausência em debates pode ter razões estratégicas.

Estavam programados três debates televisivos, aos quais Bolsonaro já confirmou a sua ausência: na passada quinta-feira, na TV Bandeirantes, no domingo, na TV Gazeta, e na segunda-feira, no canal SBT. Todos foram cancelados pelos organizadores, após Jair Bolsonaro ter dito que não participava. No entanto, até ao encerramento do período eleitoral, no dia 28 de outubro, ainda existem debates agendados.

Em entrevista a uma rádio, na quinta-feira, Bolsonaro ironizou sobre a possibilidade de participar em debates com o candidato do Partido dos Trabalhadores, Fernando Haddad. "Não adianta debater com alguém que não vai indicar os ministros. Não adianta debater com um ventríloquo do Lula", afirmou. "Qual é a autenticidade do Haddad", questionou ainda o candidato da extrema-direita.

Jair Bolsonaro venceu as eleições presidenciais brasileiras de domingo, com 46,7% dos votos, seguido de Fernando Haddad (Partido dos Trabalhadores), com 28,37%, resultado que ditou a necessidade de uma segunda volta entre os dois candidatos, já que nenhum obteve mais de 50%.

A decisão sobre o sucessor de Michel Temer como 38.º Presidente da República Federativa do Brasil ficou adiada para 28 de outubro.

Lusa

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