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Jornalista saudita foi detido, interrogado, torturado e desmembrado, revela Washington Post

Jornalista saudita foi detido, interrogado, torturado e desmembrado, revela Washington Post

Patrícia Almeida

Patrícia Almeida

Texto e edição

Jornalista

Washington Post revela que o Governo turco informou responsáveis norte-americanos de que tem gravações em vídeo e áudio que provam que o jornalista Jamal Khashoggi foi assassinado no consulado da Arábia Saudita em Istambul. O jornal norte-americano, do qual o jornalista crítico do regime de Riade era colunista, cita como fontes funcionários norte-americanos a quem os investigadores turcos terão transmitido a informação.

Segundo o relato, as gravações provam que Jamal Khashoggi foi detido no consulado por uma equipa de segurança, que o matou e desmembrou.Khashoggi desapareceu a 02 de outubro depois de ter entrado no consulado saudita em Istambul para recolher documentos de que precisava para o seu casamento com uma cidadã turca.

O Washington Post destaca particularmente, na sua página online, uma gravação áudio que "proporciona algumas das provas mais persuasivas e macabras de que a equipa saudita é responsável pela morte de Khashoggi".

"A gravação de voz do interior do consulado expõe o que aconteceu a Jamal depois da sua entrada", disse uma fonte conhecedora da gravação e que não quis revelar a sua identidade devido à natureza "extremamente sensível" da informação.Segundo a mesma fonte, "pode escutar-se como foi interrogado, torturado e depois assassinado".

Na sequência do desaparecimento, amigos do jornalista asseguraram, em declarações à imprensa turca, ter a certeza de que tinha sido assassinado no consulado e que o seu corpo tinha sido esquartejado e retirado do local dentro de malas.As autoridades turcas não comentam esta tese, que é negada por Riade. No entanto, o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, pediu às autoridades sauditas provas de que o jornalista saiu do consulado.

Delegação saudita na Turquia para encontros sobre jornalista desaparecido

Uma delegação da Arábia Saudita já chegou à Turquia para participar na investigação sobre o desaparecimento do jornalista desaparecido Jamal Khashoggi, indicou hoje a agência estatal turca Anadolu.


A mesma fonte referiu que a delegação saudita tem encontros previstos com responsáveis turcos durante o fim de semana, sem adiantar pormenores.


Na quinta-feira, o porta-voz da presidência turca Ibrahim Kalin disse que a Turquia e a Arábia Saudita iriam formar um "grupo de trabalho conjunto" para analisar o desaparecimento de Khashoggi.


O jornalista saudita, que estava exilado nos Estados Unidos, desapareceu a 02 de outubro depois de ter entrado no consulado saudita em Istambul para recolher documentos de que precisava para o seu casamento com uma cidadã turca.


Segundo o jornal Washington Post de hoje, o governo turco informou responsáveis norte-americanos de que tem gravações em vídeo e áudio que provam que Khashoggi foi assassinado no consulado da Arábia Saudita em Istambul.


O diário norte-americano, do qual o jornalista crítico do regime de Riade era colunista, cita como fontes funcionários norte-americanos a quem os investigadores turcos terão transmitido a informação.


Segundo o relato, as gravações provam que Jamal Khashoggi foi detido no consulado por uma equipa de segurança, que o matou e desmembrou.
Riade tem negado as acusações.

Com Lusa