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Mau tempo em Itália fez 12 mortos

FRANCO BOLZONI

O número de mortos aumentou para pelo menos 12 devido ao mau tempo em Itália, com ventos e chuvas fortes que provocaram vários danos materiais no país e deixaram imagens de Veneza completamente inundada.

O diretor da Proteção Civil italiana, António Borrelli, afirmou que, do ponto de vista meteorológico, esta foi "uma tempestade perfeita", referindo que existem também vários feridos, em especial devido à queda de muitas árvores em várias regiões do país.

Segundo as autoridades, o número de mortos confirmados é de pelo menos 12, depois de nas últimas horas terem sido encontrados mais corpos, como o caso de um pescador que se afogou no Lago Levico ou de uma mulher que também se afogou na cidade de Dimaro.

Várias regiões do norte de Itália permanecem em alerta devido às chuvas torrenciais, que se espera que continuem nas próximas horas, sendo a situação especialmente crítica nas regiões de Ligúria e Véneto.

Em Veneza, na região de Véneto, a maré subiu na segunda-feira 156 centímetros acima do nível do mar, o máximo desde 2008, o que provocou inundações em várias ruas e na Praça de São Marcos. O transporte fluvial foi também interrompido.

Esta terça-feira, o nível da água baixou um pouco, mas não o suficiente, e a cidade ainda está inundada.

As fortes chuvas também danificaram duas tapeçarias do artista espanhol Joan Mirò, no valor de meio milhão de euros cada, que estavam no Palazzo Zaguri, em Veneza, para fazerem parte de uma exposição que está prevista inaugurar a 1 de novembro.

Na Basílica de São Marco, a água molhou vários metros quadrados de um mosaico milenar e as autoridades devem realizar agora as verificações necessárias para analisar se o chão sofreu danos.

ANDREA MEROLA

Na região da Ligúria a situação é especialmente crítica, com ventos que atingiram velocidades de 170 quilómetros por hora, estando cerca de 20.000 pessoas sem energia elétrica.

Na cidade de Génova, localizada nesta região, o aeroporto está encerrado e existem muitas pessoas sem comunicações, existindo também diversos relatos de danos avultados em campos de cultivo.

As escolas permanecem fechadas em muitas cidades italianas, como Génova, Roma e Nápoles.

Em Nápoles e Roma registaram-se diversos danos devido à queda de árvores, que obrigaram a encerrar diversas estradas como medida de precaução.

Lusa

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