Mundo

Interpol diz que deve aceitar demissão do seu ex-presidente

Meng Hongwei, ex-presidente da Interpol

POOL New

O secretário-geral da Interpol, Jürgen Stock, considerou esta quinta-feira que a organização não tem outra escolha a não ser aceitar a demissão do seu ex-presidente, acusado de corrupção por Pequim.

"Foi uma situação difícil para a organização", reconheceu perante a imprensa o secretário-geral da organização policial internacional sobre a demissão do seu presidente, o chinês Meng Hongwei, anunciada no dia 07 de outubro, depois de a mulher ter alertado para o seu desaparecimento 11 dias antes durante uma viagem à China.

No dia a seguir à demissão, comunicada por correio à organização, o Ministério da Segurança Pública da China anunciou que Meng teria "recebido subornos e era suspeito de ter violado a lei", sem adiantar mais.

Hoje, Stock explicou que a Interpol instou a China a "dar mais detalhes e informações sobre o que teria exatamente ocorrido".

"Devemos aceitar, como faríamos com qualquer outro país, que este país tome decisões soberanas e se ele nos diz 'abrimos inquéritos, estão em curso e o presidente demite-se' (...) então temos de aceitar", declarou.

Questionado sobre as informações recebidas de Pequim, Stock disse saber apenas que Meng está atualmente na China e que os factos de corrupção avançados não estão relacionados com as suas atividades na Interpol.

Sobre a demissão assinada por Meng, o responsável da Interpol indicou não ter "razões para suspeitar de uma coisa forçada".

Vice-ministro da Segurança Pública no momento em que assumiu a chefia da Interpol, em 2016, Meng teve a sua ascensão nesta área quando a mesma era dirigida por um rival do Presidente chinês, Xi Jinping, estando esse adversário atualmente na prisão.

O sucessor de Meng deve ser designado numa assembleia-geral da Interpol que vai decorrer entre 18 e 21 de novembro no Dubai. O escolhido vai terminar o mandato de quatro anos de Meng, que deveria terminar em 2020.

Lusa

  • Em Portugal surgem cerca de 500 novos casos de cancro do pâncreas todos os anos
    4:18

    País

    Assinala-se hoje o Dia Mundial do Cancro do Pâncreas. Todos os anos surgem, em Portugal, cerca de 500 casos novos de doentes com cancro do pâncreas, uma das doenças mais letais, com uma taxa de sobrevivência que não ultrapassa muito os 10 por cento. Ana Raimundo, diretora clínica da CUF Instituto de Oncologia, esteve na Edição da Manhã para nos falar daquela que é a terceira neoplasia maligna mais frequente do tubo digestivo em Portugal.

  • Contas Poupança ajuda-o a preparar-se para os descontos da Black Friday
    8:07
  • Juiz Ivo Rosa passa a ter segurança pessoal
    1:04

    Operação Marquês

    Desde terça-feira que Ivo Rosa tem segurança garantida pela PSP. Dois elementos do Corpo de Segurança Pessoal da polícia acompanham o juiz do Processo Marquês para todo o lado. O pedido foi feito por Ivo Rosa junto do Conselho Superior de Magistratura que remeteu o assunto para o SIS - Serviço de Informações de Segurança.