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Fórum de Paris para a Paz arranca domingo com 60 chefes de Estado

Charles Platiau

O Fórum de Paris para a Paz arranca domingo e conclui as celebrações do fim da I Guerra Mundial, com 60 chefes de Estado e 30 organizações internacionais a discutir ideias para a segurança global. Marcelo Rebelo de Sousa estará presente.

"As tensões internacionais aumentam num momento em que as soluções para os desafios globais são urgentes", diz a organização do Fórum de Paris para a Paz, que decorre em Paris, de domingo a terça-feira, a culminar as cerimónias que assinalam o centenário do fim da I Guerra Mundial.

Quando um dos mais conhecidos violoncelistas do mundo, Yo-Yo Ma, falar sobre a sua visão para atingir uma paz duradoura, na noite do último dia de trabalhos, a audiência deste Fórum terá já podido escolhido participar entre mais de 80 debates e mais de 130 apresentações, de 200 oradores e 350 líderes de projetos.

Nessa audiência, estarão cerca de 60 chefes de Estado e representantes de 30 organizações internacionais, oriundos dos 105 países que foram convidados para estudar soluções de governação global, através do reforço do multilateralismo e da cooperação internacional.

O Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, será um dos chefes de Estado presentes nestas sessões que a organização do Fórum promete induzir a interação entre oradores e participantes, sem nunca perder de vista o foco principal: encontrar iniciativas concretas para os desafios atuais da globalização.

Nos corredores, como sempre acontece nestes fóruns, os chefes de Estado aproveitarão para encontros bilaterais, embora o Presidente dos EUA, Donald Trump, e o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, já tenham anunciado que não têm agenda para falar a sós, sobre uma pesada agenda que liga e divide os dois países.

No arranque dos trabalhos, no início da tarde de domingo, o palco fica para o anfitrião, o Presidente francês, Emmanuel Macron, que antecede os discursos da chanceler alemã, Angela Merkel, e do secretário-geral da ONU, António Guterres.

O primeiro dia reserva-se para um tema que tem estado na agenda de Guterres e da ONU: as questões de diálogo dos continentes sobre a governação global, antes de o assunto ser alvo de multiplicação em discussões setoriais e 'workshops' especializados, nos dias seguintes.

As organizações internacionais presentes terão tempo e ouvidos particularmente para os projetos que ali serão lançados.

Os projetos vão desde uma iniciativa não-lucrativa sedeada nas Seichelles dedicada à conservação das tartarugas Aldraba, até uma plataforma de negócio para crescimento inclusivo, em parceria com empresas e governos, passando por uma ideia de agregar assinaturas de responsáveis governamentais num documento com um título longo - Declaração sobre o Papel do Estado para as Questões de Pessoas Desaparecidas na Sequência de Conflitos Armados e Abuso de Direitos Humanos.

Os desafios de segurança na área digital têm espaço próprio no Fórum de Paris para a Paz, com várias discussões orientadas para o entendimento da Inteligência Artificial, a manutenção da paz no ciberespaço ou as novas práticas na era digital da velha arte da diplomacia.

O Fórum tem o alto patrocínio de Emmanuel Macron, mas é desenvolvido por uma organização não-governamental criada este ano por um grupo de fundações a que se associa o governo francês, através do Ministério para a Europa e dos Negócios Estrangeiros.

Lusa

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