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Condenado à morte nos EUA escolhe a cadeira elétrica

Esta é a segunda vez que o estado do Tennessee recorre à cadeira elétrica desde 2007.

David Earl Miller, há 36 anos no corredor da morte em Tennessee, decidiu escolher ser executado na cadeira elétrica por acreditar que a injeção letal lhe provocaria sofrimento. Este último método tem gerado polémica, depois de surgirem relatos de prisioneiros que mostraram sinais de agonia durante vários minutos depois de administrada a injeção.

Esta é a segunda vez desde 2007 que um prisioneiro no Tennessee escolhe ser eletrocutado. Apesar da injeção letal ser o principal método de execução, os condenados que cometeram crimes antes de 1999 podem decidir-se pela cadeira elétrica.

Miller será executado na terça-feira, depois de ter sido condenado pela morte, em 1981, de uma jovem de 23 anos com perturbações mentais.

A promessa de uma morte sem dor

Miller recusou a injeção letal, que no Tennessee é composta pelo fármaco Midazolam, por acreditar que provoca uma morte prolongada e dolorosa. Deu como exemplo a execução de Billy Ray Irick, em agosto. Segundo a Associated Press, o prisioneiro terá estado em sofrimento durante 20 minutos, durante os quais tossiu “até ficar roxo”, relatam.

Segundo o médico David Lubarsky, o Midazolam sedou Irick mas não terá cortado os efeitos de outros fármacos injetados durante a execução. A injeção letal promete uma morte sem sofrimento, dizem os seus defensores.

Até aos anos 90, a morte por enforcamento era a forma mais comum de executar prisioneiros nos Estados Unidos. A cadeira elétrica veio substituir este método até 1982, ano em que foi executado o primeiro condenado por injeção letal, no estado do Texas.

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