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Cerimónia de posse de Bolsonaro pode reunir 500 mil pessoas em Brasília

Adriano Machado

Jair Bolsonaro, líder brasileiro de extrema-direita, será empossado em 01 de janeiro sob um forte esquema de segurança.

A cerimónia de posse do Presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, pode reunir em Brasília meio milhão de pessoas, calcularam hoje as autoridades responsáveis pela organização do evento.

Bolsonaro, líder brasileiro de extrema-direita que venceu as eleições em outubro passado, será empossado em 01 de janeiro sob um forte esquema de segurança, explicou o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Sergio Etchegoyen.

Os receios com a segurança de Bolsonaro aumentaram desde 06 de setembro, durante a campanha eleitoral, quando Bolsonaro sofreu um atentado que o obrigou a ser hospitalizado por 23 dias e passar por duas operações ao abdómen.

Etchegoyen não especificou o número de agentes que estarão destacados em Brasília em 01 de janeiro, mas outras fontes estimam que cerca de 4.000 policiais e soldados do Exército ocuparão a Esplanada dos Ministérios, uma grande avenida em que todos os atos serão concentrados. Nesta avenida, de acordo com o atual Governo, deverão reunir-se entre 250.000 e 500.000 pessoas, tanto de Brasília quanto de outras cidades do país, onde estão a ser organizadas caravanas para ir à capital brasileira participar na cerimónia.

Como de costume, antes da posse, o novo Presidente vai atravessar a Esplanada dos Ministérios até ao Parlamento, onde pronunciará um discurso para autoridades estrangeiras e parlamentares.

Em seguida, segue para o Palácio do Planalto, onde será recebido pelo atual Presidente, Michel Temer, que lhe entregará a faixa presidencial e, em seguida, será oferecido um cocktail no Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores.

Etchegoyen explicou aos jornalistas que Bolsonaro ainda não determinou se, para a jornada da Esplanada dos Ministérios usará um dos veículos Rolls-Royce tradicionalmente usado nessas cerimónias.

"O Presidente eleito ainda não manifestou a sua preferência", disse o ministro, que concluiu acrescentando que se ele escolher marchar no meio da multidão num veículo aberto "a segurança será totalmente garantida".

Lusa

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