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União Europeia oferece apoio nas tarefas de resgate na Indonésia

DIAN TRIYULI HANDOKO

Juncker enviou também uma mensagem de apoio às famílias das vítimas.

A União Europeia (UE) manifestou este domingo condolências à Indonésia e ofereceu apoio nas tarefas de resgate, depois do tsunami de sábado, que causou pelo menos 222 mortos, 843 feridos e 28 desaparecidos.

"Deixou-me de coração partido saber da tragédia que se abateu de novo nas costas indonésias", disse o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, numa carta dirigida ao presidente da Indonésia, Joko Widodo.

Segundo Juncker, o executivo comunitário está pronto "para ajudar nos esforços de resgate".

Juncker enviou também uma mensagem de apoio "às famílias das vítimas e a todos aqueles que foram afetados pelo tsunami" e "toda a força e ânimo" aos serviços de emergência que estão a trabalhar no local afetado, entre as ilhas indonésias de Java e Sumatra.

O presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, também enviou uma mensagem de apoio aos cidadãos e às autoridades da Indonésia através do Twitter, na qual sublinhou que a União Europeia "está preparada para ajudar", assim como o comissário europeu de Ajuda Humanitária e Gestão de Crises, Christos Stylianides.

A agência alertou para a possibilidade de ocorrer um novo tsunami na costa do Estreito de Sunda. Em causa está, segundo a agência noticiosa EFE, a contínua atividade do vulcão Anak Krakatau.

As autoridades indonésias confundiram inicialmente o tsunami com uma maré crescente e chegaram a apelar à população para não entrar em pânico, noticiou a agência de notícias France-Presse.

"Foi um erro, sentimos muito", escreveu na rede social Twitter o porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres, Sutopo Purwo Nugroho.

O tsunami foi desencadeado por uma maré anormal associada a um deslizamento submarino causado pela erupção do vulcão Anak Krakatau. O tsunami atingiu Lampung, Samatra, e as regiões de Serang e Pandeglang, em Java.

"A combinação causou um tsunami repentino que atingiu a costa", segundo a agência. A área mais afetada foi a região de Pandeglang, na província de Banten, em Java, que abrange o Parque Nacional de Ujung Kulon e praias populares, de acordo com as autoridades.

O vulcão Anak Krakatau, no Estreito de Sunda, que liga o Oceano Índico ao Mar de Java, tem 305 metros de altura e está localizado a cerca de 200 quilómetros a sudoeste da capital da Indonésia, Jacarta, onde tem sido registada atividade desde junho.

Em julho, as autoridades ampliaram a proibição de acesso para uma área de dois quilómetros à volta da cratera.

A localização geográfica da Indonésia, no Anel de Fogo do Pacífico, e o número de vulcões ativos no país, mais de cem, tornam a nação propensa a grande atividade sísmica.

Lusa

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