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Novo balanço contabiliza 437 mortos e 16 desaparecidos no tsunami da Indonésia

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A zona mais afetada pelo incidente foi Pandeglang, na costa oeste da ilha de Java.

Pelo menos 437 pessoas morreram e 16 estão desaparecidas devido ao tsunami que há cerca de uma semana atingiu o estreito de Sunda, na Indonésia, segundo o último balanço oficial.

De acordo com o porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres indonésia (BNPB), Sutopo Purwo Nugroho, a maioria das vítimas mortais do tsunami de 22 de dezembro era turista, sendo todas da Indonésia.

A zona mais afetada pelo incidente foi Pandeglang, na costa oeste da ilha de Java, onde se registaram até ao momento 296 mortos, seguindo-se o distrito de Lampung del Sur, na Sumatra, onde morreram 118 pessoas.

Os últimos números do BNPB apontam ainda para 1.459 feridos e 33.721 pessoas sem casa. As operações de resgate e assistência às vítimas vão prolongar-se até dia 5 de janeiro.

As autoridades indonésias ainda não avançaram com uma explicação oficial para a causa do tsunami mas admite-se que tenha sido provocado pela erupção do vulcão Anak Krakatau.

A onda gigante atingiu a costa oeste de Java e do extremo sul da ilha de Samatra, onde as más condições meteorológicas estão a dificultar as tarefas das equipas de resgate e das organizações de ajuda humanitária.

Segundo Sutopo, as autoridades acreditam que cerca de 10 mil pessoas que foram atendidas pelos centros de acolhimento poderão regressar a casa, mas não o fazem porque temem uma repetição da catástrofe.

A BNPB assinalou que a Indonésia não conta com sistemas de alerta de tsunamis provocados por um vulcão e que as boias colocadas para detetar uma repentina subida das ondas não funcionam desde 2012 por falta de manutenção e de fundos para reparação dos danos provocados por atos de vandalismo.

Lusa