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Cerca de 25.000 fugiram dos combates no leste da Síria nos últimos 6 meses

A ONU diz-se profundamente preocupada com o número crescente de vítimas civis, entre as quais mulheres e crianças.

Cerca de 25.000 pessoas fugiram nos últimos seis meses dos combates no leste da Síria, onde 'jihadistas' defendem os seus últimos redutos, indicou esta sexta-feira a ONU.

Num comunicado, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) diz-se "profundamente preocupado com informações que dão conta de um número crescente de vítimas civis - entre as quais numerosas mulheres e crianças - e de deslocamentos em massa de populações civis no enclave de Hajine", a última "bolsa" do grupo extremista Daesh na província oriental de Deir Ezzor.

Nos últimos seis meses, os confrontos e ataques aéreos no sudeste da província forçaram cerca de 25.000 pessoas a fugirem para se refugiarem em campos ou instalações provisórias, por vezes depois de terem passado várias noites no deserto, expostas a condições climatéricas difíceis, sem água nem alimentos, segundo o ACNUR.

O Alto Comissariado referiu que cerca de 2.000 civis continuam presos na zona afetada pelos combates à volta de Hajine.

Depois de em 2014 ter proclamado um "califado" em vastas zonas da Síria e do Iraque, o Daesh foi sofrendo uma série de derrotas militares, mas conserva algumas "bolsas" de território e células adormecidas nomeadamente no leste da Síria.

Os 'jihadistas' são combatidos nesta zona pelas Forças Democráticas Síria (FDS, coligação dominada pelos curdos), com o apoio da aviação e artilharia da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos.

A coligação anunciou hoje o início da retirada das tropas norte-americanas da Síria, sem dar mais pormenores, menos de um mês depois do anúncio do presidente norte-americano, Donald Trump, da retirada dos seus cerca de 2.000 soldados no país.

A guerra na Síria foi desencadeada em 2011 após a repressão pelo regime de manifestações pró-democracia e já causou mais de 360.000 mortos e milhões de deslocados e refugiados.

Lusa