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Pompeo vai reunir coligação para persuadir Irão a agir como país normal

Andrew Harnik

Pompeo vai participar na reunião, que terá lugar em Varsóvia entre os dias 13 e 14 de fevereiro com o de objetivo fomentar "a estabilidade e a paz no Médio Oriente".

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, afirmou este domingo em Doha que na conferência que vai decorrer em fevereiro na Polónia será reunida "uma enorme coligação" de Estados para persuadir o Irão a agir "como um país normal".

Pompeo assegurou que na reunião, que terá lugar em Varsóvia entre os dias 13 e 14 de fevereiro, participam países de África, Ásia, Europa, Médio Oriente e de todo o mundo, tendo como principal objetivo fomentar "a estabilidade e a paz no Médio Oriente".

"Também abordaremos como podemos levar a República Islâmica do Irão a comportar-se como um país normal", disse Pompeo, numa conferência de imprensa em Doha, no âmbito da sua deslocação a vários países do Médio Oriente.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão convocou hoje o encarregado de negócios da Polónia em Teerão para expressar o seu protesto pela realização em Varsóvia da conferência que considera ser hostil ao país.

"É um movimento hostil dos Estados Unidos em relação à República Islâmica e espera-se que a Polónia se abstenha de colaborar com os Estados Unidos na celebração de uma conferência deste tipo", refere um comunicado.

O encarregado de negócios polaco, Wojciech Unolt, explicou que a cimeira não é contra o Irão e que a postura oficial da Polónia é diferente da que foi manifestada recentemente por responsáveis norte-americanos, de acordo com o mesmo comunicado.

No Qatar, Mike Pompeo instou também a uma resolução da crise diplomática entre Doha e o quarteto árabe que integra Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Egito, considerando que a mesma dura "há demasiado tempo".

Pompeo considerou que o conflito afeta o Conselho de Cooperação do Golfo, cuja unidade considerou essencial para manter a estabilidade na região.

Durante a visita, Pompeo encontrou-se com funcionários da embaixada dos Estados Unidos no Qatar, afetados pela paralisação parcial da administração federal norte-americana (o chamado "shutdown") e disse esperar que a situação seja resolvida na segunda-feira.

Lusa