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Trump ameaça "devastar" a economia turca se os curdos forem atacados

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Ancara responde que vai continuar a combater as milícias curdas apoiadas por Washington, apesar da ameaça do Presidente dos EUA.

Numa publicação no Twitter no domingo, Donald Trump afirmou que a economia da Turquia será arrasada se houver um ataque aos curdos, depois da retirada das tropas norte-americanas da Síria.

Em duas mensagens Trump recordou o plano, anunciado em dezembro, da retirada de tropas destacadas na Síria, mas alertou que poderá atacar novamente o auto-proclamado Estado Islâmico (Daesh), se este ganhar força, e que "devastará economicamente a Turquia se atacar os curdos", e espera que estes não provoquem Ancara.

"A Rússia, o Irão e a Síria tem sido os maiores beneficiários da política duradoura dos Estados Unidos de destruição do Estado Islâmico na Síria - inimigos naturais. Também beneficiamos, mas é tempo de fazer regressar as tropas a casa", escreveu o Presidente dos Estados Unidos.

O anúncio em dezembro da retirada norte-americana da Síria foi saudado pela Turquia, mas fragilizou a situação dos combatentes curdos que lutaram ao lado dos Estados Unidos contra o grupo jihadista.

O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, tem ameaçado lançar uma ofensiva militar no norte da Síria contra os referidos combatentes, membros de uma milícia que a Turquia considera "terrorista".

Turquia garante que vai continuar a combater as milícias curdas

A Turquia afirmou hoje que vai continuar a combater as milícias curdas apoiadas por Washington, apesar da ameaça do Presidente dos EUA.

"Não há diferença entre o Daesh, PKK (movimento separatista dos curdos turcos), PYD (maior grupo curdo na Síria), YPG (milícias curdas sírias). Continuaremos a lutar contra todos eles", escreveu na rede social Twitter, o porta-voz da presidência da Turquia, Ibrahim Kalin, numa resposta direta ao Presidente norte-americano.

"Senhor Donald Trump, os terroristas não podem ser seus parceiros e aliados. A Turquia espera que os EUA honrem a nossa parceria estratégica e não quer que ela seja ensombrada pela propaganda terrorista", acrescentou Ibrahim Kalin.

A Turquia "não será intimidada"

Horas mais tarde, o próprio ministro dos Negócios Estrangeiros turco veio dizer que não cede a ameaças.