O consumo de drogas nas cadeias decresceu no ano passado mas mesmo assim atinge dois terços dos detidos, segundo o Inquérito Nacional sobre Comportamentos Aditivos em Meio Prisional, que compara dados de 2001, 2007 e 2014.
Apresentada pelo senador liberal Juan Manuel Galán, a proposta foi considerada pelo chefe de Estado colombiano como "um passo na direção certa".
Os dados do Inquérito (o terceiro) foram hoje divulgados pelo Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) e indicam que há uma tendência de queda de consumos de substâncias como heroína, cocaína ou cannabis se comparado com os inquéritos anteriores, mas um aumento se forem tidas em conta toda as drogas.
Com base num questionário aplicado a 20 por cento dos reclusos e abrangendo 47 das 49 prisões, o documento explica que há um aumento das declarações de consumo na população reclusa, 69,1 por cento, quando em 2007 era 63,6 por cento e em 2001 era 65,7%.
Este aparente contrassenso, explica-se no documento, deve-se ao facto de no inquérito de 2001 se especificarem sete substâncias e no do ano passado estarem 18. Pode-se concluir "que o aumento dos consumos é alavancado pelo consumo de novas substâncias integradas no questionário", como os cogumelos e outros alucinogénios, buprenorfina e esteroides, o que denuncia "alterações nos padrões de consumo".
Sem alteração está a tendência de decréscimo de consumo por via injetável na prisão, passando de 11,3 por cento em 2001 para 3,1% em 2007 e para 1,1% no ano passado.
E acrescenta-se no inquérito: "80,2 por cento dos reclusos/as consumidores/as de alguma substância declaram já ter consumido alguma vez na vida cannabis, 56,2% cocaína, 38,1% heroína e 27,6% ecstasy, o que representa descidas em todas estas substâncias por referência a 2001 e 2007".
As prevalências de consumo ao longo da vida (alguma vez na vida) são muito mais expressivas entre os presos do que na população em geral mas as tendências de descida de consumos nas cadeias acompanham as tendências gerais, diz o Inquérito, que salienta um aumento de consumo de substâncias psicoativas entre as mulheres.
Dentro das prisões -- acrescenta-se também -- consome-se especialmente cannabis (pelo menos alguma vez), com 18,8 por cento, hipnóticos/sedativos (6,4%), heroína (5,3%) e cocaína (5,1).
Ainda que haja um decréscimo de infeções por HIV (quer no número total de seropositivos quer de seropositivos consumidores), 1,8% dos reclusos disse já ter partilhado agulhas/seringas alguma vez na prisão, 79,8% disse nunca ter usado preservativo em visitas intimas e 72,1% disse nunca ter usado noutros contextos (um retrocesso relativamente a 2001 e 2007).
O inquérito tem ainda dados sobre o consumo de tabaco e bebidas alcoólicas, concluindo que 65,2% dos inquiridos declarou já ter fumado, valor muito mais elevado do que na população em geral (46,2). Mais de metade dos detidos diz fumar na prisão.
Já quanto a bebidas alcoólicas, se 63 por cento diz que já bebeu ao longo da vida apenas 16 por cento diz ter consumido na cadeia (entrada dessas bebidas é mais difícil).
E um terço dos inquiridos admite ter jogado a dinheiro alguma vez, sendo que na prisão o dinheiro envolvido é superior. Dois terços dos que dizem jogar continuam a prática dentro da cadeia.
O Inquérito foi feito em articulação com a Direção-Geral da Reinserção e Serviços Prisionais e realizado pelo Centro Interdisciplinar de Estudos de Género do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Foi feito em outubro de 2014.
Na maioria dos países a posse de canábis para uso pessoal é ilegal, mas em muitos não é considerada crime. Pequenas doses para consumo próprio são toleradas ou são sancionadas com multas. No entanto, há países como a Arábia Saudita, o Laos ou a Malásia onde está prevista pena de morte para traficantes.
Os professores vão ter faltas injustificadas se fizerem greve na próxima semana, avisa o Ministério da Educação. A Fenprof reiterou a legalidade do pré-aviso de greve convocada pelos sindicatos a partir da próxima segunda-feira e até 31 de dezembro, a todo o trabalho extraordinário dos professores e convocou para as 11h00 de hoje uma conferência de imprensa.
Todas as pensões vão ter um aumento mínimo de dez euros já em janeiro. O Governo cedeu assim às investidas do PCP e do Bloco, que também conseguiram um alívio no corte das reformas antecipadas. Quem tiver 63 anos e 40 de descontos vai poder reformar-se sem penalizações.
O dia foi de alguma acalmia nas principais bolsas mundiais, depois de uma semana de fortes quedas. O mercado norte-americano abriu em alta, com novos sinais de aproximação entre os Estados Unidos e a China.
O cardeal de Fátima teme um cisma na Igreja. António Marto respondeu esta sexta-feira aos opositores do Papa dizendo que têm uma agenda política contra o discurso social de Francisco. No arranque da peregrinação de outubro, o cardeal António Marto enalteceu quem combate a corrupção na política, no desporto e na Igreja.
O Facebook revelou esta sexta-feira que os hackers tiveram acesso a informações de 29 milhões de contas, numa falha de segurança anunciada há duas semanas e que inicialmente se acreditava ter afetado 50 milhões de páginas da rede social. A empresa planeia enviar mensagens às pessoas afetadas.