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Laboratório português lidera investigação que quer tornar invioláveis dados 'em nuvem'

Uma aplicação para telemóveis, que permite tirar fotografias, guardá-las na 'nuvem' (espaço de armazenamento virtual) e que garante a total privacidade e integridade dos documentos, pode chegar ao mercado até ao final do ano, adiantou o coordenador do projeto.

© Jason Lee / Reuters

O 'Safe Cloud' (Nuvem Segura) é o projeto de investigação liderado pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), com financiamento da Comissão Europeia, que contribuiu com três milhões de euros para o projeto que pretende tornar invioláveis todos os dados armazenados virtualmente, independentemente de quem seja o proprietário dos servidores e computadores, onde a informação esteja guardada.

A aplicação, que deverá ficar disponível até ao final do ano em várias plataformas e sistemas operativos, será gratuita para o utilizador final, e pretende ser o instrumento para chamar a atenção para os objetivos do projeto, explicou o coordenador Rui Oliveira à Lusa.

Privacidade, integridade dos dados e segurança na transmissão da informação para a 'cloud' (nuvem) são os objetivos da investigação que tem por objetivo desenvolver 'software' e tecnologia de acesso público, que possa ser utilizado por cada cidadão, a nível individual, mas que também possa servir objetivos e necessidades de segurança das empresas.

Uma das empresas parceiras do projeto, e que trabalha com análises clínicas, poderá ser um dos beneficiários imediatos do projeto, referiu Rui Oliveira.

"Não se pode pôr informação desta na 'nuvem' sem total garantia de privacidade. Estas empresas não podem ainda tirar partido das possibilidades da 'nuvem'", disse.

Rui Oliveira disse que as garantias de privacidade atualmente existentes se traduzem em algo "muito vago", como acordos de utilização em que as empresas detentoras da tecnologia que permite armazenar informação de forma virtual se comprometem a "não vasculhar" o que é guardado e a defender a informação de ataques de 'hackers' (piratas informáticos).

"Um objetivo deste projeto é que, de uma forma criptograficamente segura, nada na 'cloud' possa ser acedido por 'hackers' nem pelos donos da nuvem", explicou o coordenador do 'Safe Cloud', que acrescentou que, com o 'software' que está a ser desenvolvido, a confiança nas garantias de privacidade dadas pela empresa que fornece o serviço deixa de ser necessária.

Outros dos objetivos passa pela garantia da integridade dos dados, impedindo qualquer manipulação, adulteração ou até eliminação de informação guardada na 'nuvem' sem que essa violação dos dados seja "absolutamente visível" para o dono da informação.

O 'Safe Cloud' pretende ainda tornar absolutamente seguro o processo de armazenamento, ao garantir que durante a comunicação dos dados do dispositivo para a 'nuvem' não seja possível qualquer intervenção ou ataque externo.

Poderá ainda ser possível através da aplicação ter uma identificação de quem violou a privacidade ou integridade da informação.

O projeto envolve 30 investigadores de laboratórios, universidades e empresas de Portugal, Suíça, Alemanha e Estónia.

Lusa

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