País

Sindicatos independentes de professores desconvocam greve de 14 de junho

Os sindicatos independentes de professores decidiram hoje, após reunião no Ministério da Educação, desconvocar a greve marcada para o dia 14 de junho.

A plataforma constituída por seis sindicatos tomou a decisão por considerar que foi "evidenciada predisposição para o diálogo" por parte da tutela, de acordo com um comunicado conjunto emitido no final da reunião.

Para estes sindicatos, apesar de as respostas não serem "plenamente satisfatórias", foram suficientes para, na conjuntura atual, desconvocar a paralisação.

Os sindicatos admitem planear outras formas de luta no início do ano letivo, caso não vejam concretizados os "compromissos" hoje assumidos relativamente a carreiras, vinculação de professores contratados e horários de trabalho.

Tal como já havia anunciado às federações sindicais que decidiram manter a greve de 21 de junho, época de exames, o Ministério da Educação comunicou a intenção de enviar às escolas uma circular com orientações precisas sobre os horários de trabalho, considerando o intervalo do 1.º Ciclo como componente letiva.

Os sindicatos dizem também que houve um compromisso relativamente ao descongelamento da carreira em janeiro, em conformidade com as regras do Estatuto da Carreira Docente, e também para um novo concurso de vinculação extraordinária em 2018.

Em cima da mesa esteve também um regime especial de aposentação, que, segundo os sindicatos, está a ser estudado.

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, terá assumido o compromisso de continuar a dialogar e a negociar com estes sindicatos "sempre que tal se justificar", pelo que decidiram dar à sua tutela o benefício da dúvida".

Compõem esta plataforma a Associação Sindical de Professores Licenciados (ASPL), a Pró-Ordem, o Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE), o Sindicato dos Educadores e Professores Licenciados (SEPLEU), o Sindicato dos Professores e Educadores do Ensino Básico (SIPPEB) e o Sindicato dos Professores Licenciados pelos Institutos Politécnicos e Universidades (SPLIU).

A Fenprof e a Federação Nacional da Educação mantêm, por sua vez, a marcação de uma greve no dia 21 de junho, admitindo desconvocar a paralisação se houver acordo com o Governo.

Lusa

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