País

Funcionários da EMEF voltam a protestar hoje em frente ao Conselho de Ministros

M\303\201RIO CRUZ

Dirigentes sindicais e representantes dos dez trabalhadores precários dispensados da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF) voltam hoje a concentrar-se em frente ao Conselho de Ministros, em Lisboa. O propósito do protesto é exigir a reintegração destes funcionários.

Em comunicado, a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) - que tinha já organizado uma iniciativa semelhante no passado dia 3 de julho, também em frente à Presidência do Conselho de Ministros - adianta que o protesto está marcado para as 10h30.

Segundo refere, uma delegação representativa dos trabalhadores afetados voltou a deslocar-se recentemente ao Ministério do Planeamento e das Infraestruturas "para saber se já havia a decisão da sua reintegração, nos termos do pedido de autorização formulado pela administração da CP, e que este ministério diz ser necessário resolver rapidamente, porque os trabalhadores fazem falta".

"Mas parece que o reconhecimento dessa falta é só na conversa, porque na prática ainda hoje continuam sem solução, remetendo o assunto para o Ministério das Finanças, onde depois dizem que nada sabem", critica.

Garantindo que "a luta não vai parar", a Fectrans afirma ficar "muito mal" a um Governo "que diz que está empenhado em resolver as situações de precariedade laboral, e para isso criou o PREVPAP [Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários na Administração Pública] ", responder com o despedimento a trabalhadores da EMEF que apresentaram requerimentos com vista à sua integração nos quadros.

Em causa estão dez trabalhadores com ligações médias de dois anos à empresa e que terminaram os seus contratos temporários nas oficinas de Santa Apolónia em julho.

Segundo o sindicato, estes funcionários "foram contratados ao longo de muito tempo para ocupar postos de trabalho permanentes na EMEF, na oficina de Santa Apolónia, e foram despedidos apesar de a administração da CP [Comboios de Portugal] ter feito um pedido de autorização para a sua readmissão".

Lusa

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