País

Protesto de polícias desmobiliza de São Bento

O protesto das forças de segurança, que esta quinta-feira à noite se concentrou em São Bento, em Lisboa, junto do Parlamento e da residência do primeiro-ministro, começou a ser desmobilizado cerca das 21:30. Junto à Assembleia da República, permaneciam menos de 50 manifestantes, enquanto os restantes já tinham abandonado o local, além de uma forte presença de membros do Corpo de Intervenção nas escadarias do parlamento, que também se preparavam para se retirar.

Algumas centenas de manifestantes voltaram ao Ministério das Finanças, na praça do Comércio, onde terminaram o protesto cerca das 22:00. Antes de desmobilizarem, milhares de manifestantes dirigiram-se da Assembleia para a residência oficial do primeiro-ministro, onde não havia dispositivo de segurança, que só chegou minutos mais tarde.

Durante o protesto junto da residência do primeiro-ministro, que durou cerca de dez minutos, entoou-se o hino nacional, gritou-se "Portugal, Portugal" e "união, união" e os elementos do Corpo de Intervenção foram desafiados a retirar o capacete.

Depois, os manifestantes regressaram à zona da Assembleia da República, de onde voltaram a retirar-se. A manifestação de polícias, que se iniciou às 18:30 no Marquês de Pombal, deveria ter terminado junto do Ministério das Finanças, na Praça do Comércio. A organização da manifestação de elementos de forças e serviços de segurança classificou como "espontânea" a deslocação do protesto para o parlamento, após o aparato policial "desnecessário" junto do Ministério das Finanças.

Milhares de manifestantes fizeram, entretanto, um rápido protesto junto da Assembleia da República, protegida nas escadarias por elementos do Corpo de Intervenção, atrás de barreiras de proteção deitadas, e seguiram para a residência do primeiro-ministro, a curta distância, em São Bento.

O secretário nacional da Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos sindicatos e associações dos profissionais das forças e serviços de segurança, César Nogueira, que organiza a manifestação, disse aos jornalistas que a deslocação para a Assembleia da República não estava prevista, mas que o aparato policial e o tempo de espera para um documento reivindicativo ser entregue no Ministério das Finanças levaram à desmobilização para outro local.

Os elementos da CCP entregaram no Ministério das Finanças cerca das 20:30 um caderno reivindicativo para exigir que a proposta do Orçamento do Estado para 2018 reponha a progressão da carreira e aumentos salariais.

No final do encontro com um assessor da secretária de Estado da Administração Pública, César Nogueira afirmou que, caso as reivindicações não sejam atendidas, os elementos das forças e serviços de segurança voltarão às ruas.

O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), Paulo Rodrigues, considerou excessivo o aparato policial junto ao Ministério das Finanças, adiantando que era desnecessário e que "surpreendeu todos os manifestantes".

Durante o período da concentração junto ao Ministério foram ouvidas várias palavras de ordem e dedicadas canções, nomeadamente o hino da Unidade Especial de Polícia, aos elementos que estavam do outro lado da barricada, fardados.

A manifestação incluiu elementos da PSP, GNR, SEF, ASAE, Polícia Marítima e guarda prisional, que se concentraram ao início da noite na praça do Comércio, junto do Ministério das Finanças, onde encontraram um forte policial, que protegia igualmente os ministérios da Justiça e da Administração Interna.

O protesto contou também com a participação de outros sindicatos da PSP e da GNR que não fazem parte da CCP.

Lusa

  • Forte aparato policial montado em protesto das forças de segurança
    2:41

    País

    Um forte dispositivo policial foi montado em frente ao Ministério das Finanças, em Lisboa, numa manifestação de elementos das forças de segurança. A repórter Carla Castelo esteve no local, onde deu conta dos milhares de manifestantes e que iriam entregar um manifesto ao Ministério com as suas reinviddicações.

  • Diretor artístico demite-se do Museu de Serralves
    2:44

    Cultura

    Estão ainda por esclarecer as razões da demissão do diretor artístico do Museu de Serralves. João Ribas apresentou a demissão esta sexta-feira, um dia depois da inauguração da exposição do fotógrafo Robert Mapplethorp. A demissão foi associada a restrições a algumas imagens de cariz sexual explícito. Mas a Fundação de Serralves garante que foi o próprio João Ribas quem decidiu retirar duas obras da exposição. E sublinha que estava decidido desde o início apresentar as obras de cariz sexual explícito numa zona com acesso restrito.

  • Relação do Porto mantém em liberdade dois homens que violaram mulher inconsciente
    1:27

    País

    Há mais uma polémica em torno de uma decisão do tribunal da Relação do Porto. Chamada a reavaliar uma decisão da 1.ª Instância, a Relação entendeu que devia manter em liberdade dois homens que, em 2016, violaram uma mulher quando ela estava inconsciente. Os juízes dizem que a culpa dos dois homens é "mediana" e que a "ilicitude não é elevada".

  • Personalidades do futebol dizem que Ronaldo foi vítima de excesso de zelo
    2:03

    Desporto

    A UEFA vai anunciar o castigo de Cristiano Ronaldo na próxima quinta-feira, depois do cartão vermelho que o internacional português recebeu no jogo da Liga dos Campeões. O castigo pode ir de um a três jogos de suspensão. Várias personalidades do mundo do futebol acreditam que o jogador foi vítima do excesso de zelo do árbitro.