País

Sindicato diz que docentes não abdicam da reposição integral do tempo de serviço

A presidente do Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE), Júlia Azevedo, afirmou esta sexta-feira que os docentes "não podem nem vão abdicar" da reposição integral do tempo de serviço, considerando que é "uma questão da mais elementar justiça".

"A nossa carreira já está cheia de travões pelo meio, com as quotas e vagas para subidas de escalão, que são definidas anualmente por despacho. Se agora nos querem apagar todo este tempo de serviço, nunca mais chegaremos ao topo nem lá perto", referiu, em declarações à Lusa.

Júlia Azevedo falava a propósito da manifestação marcada para a noite de hoje em Viana do Castelo, que incluirá uma "vigília virtual" no IP3, em forma de protesto pelas "absolutamente infelizes e lamentáveis declarações" do primeiro-ministro, na segunda-feira, no lançamento de uma empreitada de requalificação daquela via.

"Dizer que não há dinheiro para os professores porque tem de haver dinheiro para o IP3 é absolutamente infeliz e de todo inadmissível", referiu a líder sindical.

Na vigília de hoje, os professores vão, assim, "percorrer" o IP3, de vela na mão.

"É uma forma simbólica de deixarmos bem claro que não podemos nem vamos abdicar da reposição integral do tempo de serviço", vincou Júlia Azevedo.

Em causa estão os nove anos, quatro meses e dois dias de congelamento, que os professores exigem que sejam integralmente contabilizados para efeitos de progressão na carreira.

O Governo, no entanto, só está disposto a repor dois anos e nove meses.

Para Júlia Azevedo, a situação dos professores é já "um caso sério, do ponto de vista social", pelo que a sindicalista apela para a "participação massiva" na vigília desta noite, não só de docentes, mas também dos familiares e da sociedade em geral.

Lembrou que há muitos professores "com 15 e 20 anos de carreira" que ainda não saíram do primeiro escalão e que "mal ganham" para viagens e alojamento.

"O Governo tem de olhar para os professores com olhos de ver. O IP3 é importante, certamente, mas a educação dos nossos alunos é fundamental para o futuro do país", rematou.

Lusa

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