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Agitação marítima provocada pela tempestade Helene nos Açores é a maior preocupação

Agitação marítima provocada pela tempestade Helene nos Açores é a maior preocupação

O presidente da Proteção Civil dos Açores diz que a tempestade tropical pode trazer sobretudo chuva forte e agitação marítima. Carlos Neves recomenda à população que se mantenha afastada da costa.

A Proteção Civil dos Açores emitiu hoje de manhã um comunicado a aconselhar a população a tomar medidas de autoproteção tendo em conta o agravamento do estado do tempo no arquipélago, devido à tempestade tropical “Helene”.

O Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) desaconselha, nas horas abrangidas pelos avisos meteorológicos, a circulação automóvel sem necessidade, pela possibilidade se se formarem lençóis de água devido às previsões de chuva forte.

Em locais não pavimentados, as águas podem causar erosão dos solos, levando à queda de muros, taludes, postes, entre outros, alerta a Proteção Civil, que pede ainda à população que consolide telhados, portas e janelas e guarde os objetos soltos do jardim, já que podem ser projetados pelo vento forte.

O SRPCBA aconselha o reforço das amarrações das embarcações ou a colocação em local seguro, e especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas.

As autoridades desaconselham ainda a prática de atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos ou passeios à beira-mar.

O ciclone “Helene”, que já foi um furacão de categoria 2, está agora classificado como tempestade tropical, devendo tornar-se nas próximas 48 horas num ciclone extratropical, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Na mais recente atualização enviada às redações, esta manhã, o IPMA explica que "o ciclone ‘Helene’ está a deslocar-se para norte a 37 quilómetros por hora, com uma previsão da trajetória a indicar que deverá atravessar o arquipélago entre os grupos Ocidental (Flores e Corvo) e Central (Terceira, São Jorge, Pico, Graciosa e Faial)”.

Prevê-se que às 18:00 dos Açores (mais uma hora em Lisboa) se encontre a aproximadamente 28 quilómetros a leste da ilha das Flores.

“Espera-se que, nas próximas 48 horas e coincidindo com a passagem pelo arquipélago, ocorra a transição para ciclone extratropical”, refere o IPMA.

É muito provável (probabilidade entre 60% e 90%) que as ilhas dos grupos Ocidental e Central comecem a sofrer os efeitos desta tempestade (com aumento gradual da intensidade do vento e agitação marítima e ocorrência de precipitação pontualmente forte) a partir das 06:00 (hora dos Açores) de sábado.

O mau tempo deverá estender-se gradualmente às ilhas do grupo Central, prevendo-se que entre as 12:00 de sábado e as 09:00 de domingo ocorra precipitação intensa, o vento sopre do quadrante sul forte a muito forte, com rajadas até 120 quilómetros por hora, e as ondas atinjam os oito metros de altura significativa de sul, indica o IPMA.

Quanto às ilhas do grupo Oriental (São Miguel e Santa Maria), prevê-se que ocorram precipitação temporariamente forte e rajadas que poderão atingir os 85 quilómetros por hora.

O IPMA já emitiu aviso vermelho para o grupo Ocidental, devido à chuva, que poderá ser forte entre as 12:00 e as 24:00 de sábado.

As duas ilhas do grupo Ocidental vão estar ainda este fim de semana sob aviso amarelo e laranja por causa da chuva, e também laranja devido às previsões de vento forte e agitação marítima.

Para o grupo Central vão vigorar avisos laranja e amarelo tendo em conta as previsões de vento, chuva e agitação marítima.

No grupo Oriental vai vigorar durante o fim de semana o aviso amarelo referente a precipitação e vento.

O aviso vermelho é o mais elevado dos avisos meteorológicos e representa uma situação meteorológica de risco extremo.

O laranja é o segundo mais grave de uma escala de quatro e indica situação meteorológica de risco moderado a elevado.

O aviso amarelo, o terceiro mais grave, representa uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

Com Lusa

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