País

Zero acusa Portugal de falhar na recolha e tratamento de frigoríficos e ares condicionados

A associação ambientalista Zero acusa Portugal de “falhar completamente na recolha e tratamento dos gases nocivos” relacionados com frigoríficos e ares condicionados, já que “mais de 90 por cento” deles “são libertados para a atmosfera”.

Em comunicado, a Zero – recordando que no domingo é assinalado celebrado o Dia Mundial para a Preservação da Camada de Ozono – diz que “Portugal continua a falhar completamente na recolha e tratamento dos gases nocivos presentes nos resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos”, que são destruidores da camada de ozono e/ou causadores de efeito de estufa e alterações climáticas.

Baseando-se em dados obtidos junto da Agência Portuguesa do Ambiente, a Zero refere que, “em 2017, apenas foram recolhidas e tratadas 27 toneladas de gases de refrigeração das 322 toneladas destes gases que estão nos equipamentos de frio, como frigoríficos, arcas congeladoras, ares condicionados e outros, o que corresponde a uma recuperação de apenas 8,4 por cento”.

Na opinião da associação ambientalista, as razões que explicam o “fracasso na gestão dos equipamentos de frio quando chegam ao seu fim de vida” passam pela “baixa taxa de recolha destes equipamentos, que, na sua maioria, continuam a ser encaminhados para empresas de sucata, que não estão preparadas para recolher os gases de refrigeração”, pela “grande dificuldade das câmaras municipais em combater o roubo de peças dos frigoríficos com valor económico, como os compressores” e pelo “desaparecimento quase completo dos equipamentos de ar condicionado, que praticamente não chegam às empresas licenciadas para o seu tratamento”.

Ao mesmo tempo, acrescenta a Zero, verifica-se “falta de fiscalização” das empresas que recolhem e encaminham sucata metálica para reciclagem e das empresas que a trituram, bem como um “fraco desempenho das entidades gestoras de Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos na criação de circuitos eficientes de recolha dos equipamentos de refrigeração”.

Perante este “quadro desolador”, a Zero anuncia que vai insistir junto do Ministério do Ambiente para que instrua as entidades competentes a desenvolverem “um programa específico de fiscalização/inspeção das grandes empresas de fragmentação de veículos em fim de vida”, que, por norma, são “o destino final de muitos dos equipamentos de refrigeração”, para que sejam identificados “os operadores de sucata metálica que, à margem da lei, estão a desviar” esses mesmos equipamentos “do seu destino devido”.

Lusa

  • Avião presidencial de Donald Trump investigado por peritos em explosivos
    0:54

    Mundo

    O Air Force One foi alvo de uma investigação por uma equipa especializada em explosivos devido a uma suposta ameaça. A operação foi montada, depois de uma mulher ter conduzido um carro até à base militar de Maryland, onde se localiza o avião presidencial de Donald Trump e ter alegado que no interior do carro estavam explosivos.

  • Saiba como escolher o melhor Plano Poupança Reforma
    8:32
  • Este pode ser um natal de sonho para os fãs de Harry Potter

    Mundo

    Os estúdios da Warner Brothers, em Londres, vão abrir as portas na época natalícia. Entre os dias 10 e 12 de dezembro o grande salão de Hogwarts servirá de cenário para um jantar que promete transportar os fãs de Harry Potter até ao imaginário de J.K. Rowling. Os bilhetes estão disponíveis a partir da próxima semana.

  • A imagem que está a emocionar a Índia

    Mundo

    A fotografia de um menino a despedir-se do pai, que morreu durante um acidente de trabalho, está a emocionar a Índia. Tanto que, num só dia, os internautas conseguiram angariar mais de três milhões de rupias (cerca de 36 mil euros) para ajudar a família.

    SIC

  • "Eu chupo e você?", a campanha contra as palhinhas que já dão multas no Brasil
    2:36

    Mundo

    A partir de hoje, o Rio de Janeiro vai multar até 340 euros todos os comerciantes que ofereçam palhinhas de plástico aos clientes. Em caso de reincidência, as multas podem ultrapassar os 1200 euros. Isto meses depois de ter sido lançada no país a campanha #paredechupar para eliminar os “canudos de plástico” que podem demorar mais de 400 anos a degradar-se. Só na União Europeia, são usadas 36,4 mil milhões de palhinhas todos os anos. Em todo o mundo, os números devem chegar aos mil milhões por dia.