País

Ministro da Defesa demite-se

O ministro da Defesa, Azeredo Lopes, apresentou esta sexta-feira ao primeiro-ministro a sua demissão do Governo, foi confirmado à SIC. Na carta enviada a António Costa, explica que a demissão serve para evitar que as Forças Armadas sejam "desgastadas pelo ataque político" e pelas "acusações" de que disse estar a ser alvo por causa do processo de Tancos.

"Não podia, e digo-o de forma sentida, deixar que, no que de mim dependesse, as mesmas Forças Armadas fossem desgastadas pelo ataque político ao ministro que as tutela", referiu Azeredo Lopes, na carta a que a agência Lusa teve acesso.

O antigo porta-voz da Polícia Judiciária Militar, Vasco Brazão, terá garantido em tribunal que o ministro da Defesa teve conhecimento do encobrimento no caso das armas de Tancos, alegações que Azeredo Lopes sempre negou.

O que disse Azeredo Lopes sobre o roubo em Tancos?

As origens de Azeredo Lopes

Nascido no Porto a 20 de junho de 1961, José Alberto de Azeredo Ferreira Lopes é professor universitário na sua área de estudos, o Direito, na Universidade Católica, e é autor de artigos e obras na área do Direito internacional. Sem filiação partidária, católico praticante, e adepto do Boavista, Azeredo Lopes chegou ao Governo depois de dois anos como chefe de gabinete do Presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira.

Marcelo aguarda proposta de sucessor de Azeredo Lopes

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, aceitou esta sexta-feira a exoneração de José Azeredo Lopes de ministro da Defesa e aguarda a proposta por parte do primeiro-ministro, António Costa, de nomeação de um sucessor.

Segundo uma nota divulgada no portal da Presidência da República na Internet, "o primeiro-ministro informou esta tarde o Presidente da República do pedido de demissão do ministro da Defesa Nacional", nos termos da Constituição, "mais tendo acrescentado que oportunamente proporia o nome de um substituto".

Frases que marcaram a polémica do desaparecimento das armas de Tancos

As reações à demissão do ministro da Defesa não se fizeram esperar.

Demissão de Azeredo Lopes “era esperada”

O Major General Raul Cunha considera que a demissão de Azeredo Lopes de ministro da Defesa “era esperada face à evolução dos acontecimentos” relacionados com Tancos. O Major General acredita que o primeiro-ministro terá entendido que os problemas tinham “atingido uma dimensão razoável” e que isso impediria o ministro de continuar em funções.

Ministro "estava numa situação muito desconfortável"

O general Leonel de Carvalho considera que o ministro Azeredo Lopes "estava numa situação muito desconfortável" mas reitera também que o "Exército não lidou da melhor maneira" com o roubo em Tancos.

"O cerco começava a apertar junto de Azeredo Lopes"

Ricardo Costa considera que o caso de Tancos tornou-se "politicamente dramático" quando o Major Vasco Brazão regressou da República Centro-Africana e disse que tinha entregado um relatório de ocorrências ao chefe de gabinete do ministro da Defesa, que documentava o encobrimento.

  • Participe no Contas Poupança
    Contas Poupança

    Contas Poupança

    4ª FEIRA JORNAL DA NOITE

    Além da rubrica semanal emitida às quartas-feiras no Jornal da Noite, o Contas Poupança passa a ser um programa na SIC Notícias, que visa também esclarecer as dúvidas que nos são enviadas. Esta semana, falamos sobre comissões bancárias. Às quintas-feiras, entre as 15h00 e as 16h00, vamos ouvi-lo em estúdio. Participe.

    Emissão em Direto

  • Homem ligado a príncipe saudita visto a entrar no consulado de Istambul
    1:21
  • Maria Leal reage à queixa do marido: "Ele quer é protagonismo"
    1:07