País

"Sou um homem honrado", diz deputado José Silvano

O deputado e secretário-geral do PSD José Silvano afirmou hoje que não pediu a ninguém que registasse a sua presença em plenário quando faltou e disse querer que a Procuradoria-Geral da República (PGR) investigue o caso. "Quem não deve, não teme, ou melhor, nos tempos de hoje deve ser dito não devia temer. Sou um homem honrado", afirmou, sem, contudo, explicar como a sua presença foi registada em plenário nos dias em que esteve ausente.

"Não registei a minha presença, não mandei ninguém registar, não auferi qualquer vantagem", afirmou, salientando que, em 30 anos de vida pública, nunca lhe tinha sido apontada qualquer irregularidade até ter aceitado ser secretário-geral do PSD de Rui Rio.

Numa declaração sem direito a perguntas, no parlamento, José Silvano disse que, a ser verdade que a PGR abriu uma investigação sobre o caso, saúda esse facto. Caso contrário, será ele próprio a solicitá-la.

"Quem não deve, não teme, ou melhor, nos tempos de hoje deve ser dito não devia temer. Sou um homem honrado", afirmou, sem, contudo, explicar como a sua presença foi registada em plenário nos dias em que esteve ausente.

José Silvano esteve em Vila real e alguém registou a sua presença na sessão plenária

No sábado, o semanário Expresso noticiou que José Silvano não faltou a qualquer das 13 reuniões plenárias realizadas em outubro, apesar de em pelo menos um dos dias ter estado ausente.

Uma informação falsa, conforme o próprio admitiu ao Expresso, dado que na tarde de 18 de outubro esteve no distrito de Vila Real ao lado de Rui Rio, líder do partido, cumprindo um programa de reuniões que teve início às 15:30. Apesar disso, alguém registou a presença do secretário-geral social-democrata logo no início da sessão plenária, quando passavam poucos minutos das 15:00.

"Quero afirmar que não pedi a ninguém que registasse a minha presença no plenário da Assembleia da República, tal como estou convencido que nenhum deputado o terá feito, mesmo quando no exercício de cargos executivos de direção partidária ao longo de anos", sublinhou.

O secretário-geral social-democrata mostra-se interessado nmua resolução rápida do caso

O deputado defendeu ser "o primeiro" interessado em que todo o caso seja devida e rapidamente esclarecido.

"Sou eu próprio que reclamo que a PGR abra efetivamente um processo de averiguação para dar inicio à real investigação", afirmou, considerando que "legal e eticamente" nada há a apontar-lhe.

Por outro lado, José Silvano pediu que esse procedimento judicial decorra "com a maior brevidade".

"Não considero justo, como acontece na maioria das circunstâncias, deixar permanecer situações pendentes no tempo", afirmou, considerando que, na prática, tal configura "uma condenação pública por inação".

O secretário-geral do PSD justificou ainda só ter tomado hoje esta posição pública, cinco dias depois da divulgação da notícia do Expresso: "Nunca imaginei que este episódio pudesse chegar ao patamar mediático a que chegou, atingindo de forma voluntária ou involuntária a minha dignidade, não querendo expor publicamente os meus colegas deputados".

Na declaração sem perguntas, José Silvano leu um texto, que também não foi distribuído aos jornalistas.

PGR está a analisar o caso

Na quarta-feira, a PGR informou que está a analisar o caso do deputado e secretário-geral do PSD para decidir "se há algum procedimento a desencadear".

"A Procuradoria-Geral da República encontra-se a analisar os elementos que têm vindo a público com vista a decidir se há algum procedimento a desencadear no âmbito das competências do Ministério Público", referiu em resposta enviada à agência Lusa.

Na terça-feira, o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, informou que pediu explicações aos serviços do parlamento sobre alegadas discrepâncias nos registos de presenças do deputado José Silvano, que concluem que outra pessoa terá utilizado a sua palavra-passe.

No mesmo dia, o próprio deputado e secretário-geral do PSD rejeitou que se tenha aproveitado de dinheiros públicos, sem explicar como existe uma falsa presença sua em plenário registada no parlamento, nem como a sua 'password' foi usada por terceiros, e pediu aos serviços que lhe registem falta nos dias 18 e 24 de outubro (em que aparecia nos registos como presente).

O presidente do PSD, Rui Rio, esquivou-se hoje às perguntas sobre o caso, respondendo em alemão aos jornalistas no congresso do Partido Popular Europeu, em Helsínquia, um dia depois de afirmar que as suas palavras "não são como os iogurtes, que têm validade de 30 dias", para reiterar a confiança política no secretário-geral do PSD.

Lusa

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