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Marcelo participa domingo em Paris nas cerimónias dos 100 anos do Armistício

Pascal Rossignol/ Reuters

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, participa no domingo nas cerimónias em Paris do centenário do fim da I Guerra Mundial, ao lado do homólogo francês, Emmanuel Macron, e de mais de 100 chefes de Estado.


O secretário-geral da ONU, António Guterres, os presidentes norte-americano, Donald Trump, e russo, Vladimir Trump, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o rei de Espanha, Filipe VI, estão entre os dirigentes mundiais presentes na cerimónia no Arco do Triunfo, frente ao túmulo do soldado desconhecido.


A cerimónia inicia-se "à 11.ª hora, do 11.º dia do 11.º mês", como o cessar-fogo em 1918, com honras militares e a homenagem aos mortos, seguida do hino nacional de França.


Emmanuel Macron discursará na cerimónia, que vai ser marcada por vários momentos musicais, como a atuação do violoncelista norte-americano de origem chinesa Yo-Yo Ma e da Orquestra da Juventude da União Europeia (UE).


Após a cerimónia, os chefes de Estado têm um almoço oficial no Palácio do Eliseu, e, à tarde, participam no Fórum de Paris sobre a Paz, em cuja abertura discursam Angela Merkel e António Guterres.


Marcelo Rebelo de Sousa inicia a visita a Paris no dia anterior, sábado, com a visita às exposições "Gris, vide, cris", com obras dos escultores Rui Chafes e Alberto Giacometti, na delegação em França da Fundação Calouste Gulbenkian, e "Les contes cruels", da pintora Paula Rego, no Museu de l'Orangerie.

Comemorações começaram em França a 4 de novembro


As comemorações dos 100 anos do fim da I Grande Guerra (1914-18) iniciaram-se em França a 4 de novembro, com a visita de Emmanuel Macron aos principais locais do conflito no país, nomeadamente Morhange, Verdun, Maubeuge, Charlesville-Méziers, Péronne e Ablain-Saint-Nazaire.


No sábado, dia 10, Emmanuel Macron e Angela Merkel vão presidir a uma homenagem aos combatentes da Grande Guerra na clareira de Rethondes, em Compiègne (norte), local onde se encontrava o vagão onde foi assinado o armistício.


A Presidência francesa quis associar a Alemanha às comemorações como forma de renovar o símbolo de reconciliação entre os dois países já antes protagonizado por Charles De Gaulle e Konrad Adenauer, em 1958, e François Mitterrand e Helmut Kohl, em 1984, cuja imagem de mãos dadas frente a um caixão se tornou um dos símbolos mais fortes da reconciliação franco-alemã.


Nesse contexto, Macron e o Presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, assistiram no domingo passado a um "concerto da amizade" na catedral de Estrasburgo.

Homenagem ao general Philippe Pétain gera polémica


Uma polémica marcou nos últimos dias as comemorações do Armistício, em torno da homenagem em Paris aos comandantes militares franceses da Grande Guerra, entre os quais o general Philippe Pétain, que liderou a vitória do exército francês em Verdun em 1916 mas, durante a II Guerra Mundial, chefiou o governo colaboracionista francês de Vichy, considerado cúmplice do Holocausto, e foi por isso mais tarde condenado por traição.


Macron, que não vai estar presente nessa cerimónia, presidida pelo Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, defendeu na quarta-feira "a legitimidade" da homenagem, afirmando que Pétain foi "um grande soldado" durante a I Guerra Mundial, apesar de ter "feito escolhas funestas" durante a II.


As palavras do Presidente francês foram criticadas pela Conselho Representativo das Instituições Judaicas, que frisou que Pétain, muito mais do que "também um grande soldado" durante a guerra de 1914-1918, foi "a pessoa que permitiu a deportação de 76.000 judeus franceses para campos de extermínio" e que "assinou [a lei] o estatuto dos judeus que significou a exclusão dos judeus de funções públicas e da educação e os obrigou a usar a estrela".

Com Lusa

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