País

Doação de cadáveres cresceu "significativamente"

As intenções de doação cadavérica na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) "cresceram significativamente" nos últimos dois anos, passando de 156 doações, em 2016, para 428 até novembro 2018 (274,3%), foi revelado esta sexta-feira.

Os dados foram revelados no âmbito de uma homenagem aos que entregam o seu corpo à ciência. A sessão realizada no cemitério de Agramonte, no Porto, teve como principal missão relembrar o papel fundamental que esse ato solidário representa não só na investigação científica, mas, também, no ensino de jovens médicos.

A coordenadora da Unidade de Anatomia da FMUP, Dulce Madeira, considerou que "este aumento do número de doações está diretamente relacionado com o acesso à informação sobre o processo e com uma maior abertura à temática por parte da população".

"Somos todos parecidos, mas não somos todos iguais. Ensinar estudantes em pessoas reais e não em modelos é uma benesse enorme que só é possível graças ao ato de extremo altruísmo daqueles que optam por doar o seu corpo para investigação científica", sublinhou.

Esta sessão pretende, "acima de tudo, prestar homenagem não só àqueles que doaram, mas também aos doadores que estão vivos e às suas famílias, que são uma peça fundamental de todo este processo", acrescenta a catedrática da FMUP responsável pela implementação da iniciativa.

A cerimónia realizou-se no Cemitério de Agramonte, local onde repousam as cinzas dos doadores quando terminado o processo de investigação.

Ao contrário do que acontece com os órgãos, a intenção de entregar o corpo à ciência deve ser manifestada em vida, nos termos da legislação publicada em 1999. A FMUP disponibiliza 'online' um formulário que as pessoas podem preencher e enviar, manifestando a sua vontade de doar.

Lusa

  • Esta casa foi construída por uma impressora 3D
    16:27
  • O sonho americano
    12:13