País

Gripe cada vez mais nas urgências dos hospitais e menos nos centros de saúde

Os casos de gripe estão a aumentar nas urgências hospitalares para valores próximos do último pico gripal, ao contrário dos centros de saúde e da Linha Saúde 24 que regista valores muito abaixo do ano passado.

O pico da gripe só deverá registar-se entre o final de janeiro e início de fevereiro, mas já em dezembro os casos de gripe que chegaram aos hospitais portugueses está perto do último pico gripal de 2017.

Segundo o Jornal Público a 25 de Dezembro de 2018 foram 15% do total de episódios urgentes nos hospitais.

A região centro é a que regista mais casos, seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo.

Os hospitais e Administrações regionais de saúde já têm em vigor planos de contingência para o Inverno, que se prolongam até ao final de Abril de 2019.

"Hospitais não estão preparados para pico forte de gripe"

É a convicção do bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, de que “se houver um pico grande, a maioria dos hospitais não está preparada" e as dificuldades serão “mais notórias nos hospitais que já têm problemas neste momento”.

O problema agrava-se quando os casos de gripes parecem não estar a chegar primeiro aos centros de saúde ou à Linha Saúde 24, responsáveis por garantir cuidados de saúde primários e o encaminhamento dos casos mais graves para as urgências hospitalares.

Em dezembro do ano passado os centos de saúde registaram uma média de 503 consultas de gripe e infeções respiratórias enquanto que este mês ficaram-se pelas 208 e em 2016, tinham sido 1040. Já a Linha saúde 24 fez uma média de 77 encaminhamentos relacionados com gripe. Em Dezembro de 2017 foram 225 e, no ano antes, 345.