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Doze ninhos de vespa asiática foram detetados no concelho da Marinha Grande

Nove dos quais na freguesia da Marinha Grande e três na freguesia de Vieira de Leiria, a Câmara Municipal aconselha os cidadãos a não removerem ou destruírem os ninhos de vespa.

A Câmara Municipal da Marinha Grande identificou no concelho 12 ninhos de vespa asiática, uma espécie predadora da abelha europeia, aconselhando a população a não os remover.

Até ao momento foram detetados e reportados ao Município da Marinha Grande um total de 12 ninhos de vespa velutina ou asiática, nove dos quais na freguesia da Marinha Grande e três na freguesia de Vieira de Leiria, localizados maioritariamente em árvores de grande porte (20 a 25 metros), informou a autarquia liderada por Cidália Ferreira (PS).

A Câmara Municipal aconselha os cidadãos a não removerem ou destruírem os ninhos de vespa velutina ou asiática (vespa velutina nigrithorax), espécie predadora da abelha europeia.

Caso identifiquem algum exemplar, os cidadãos devem comunicar diretamente com a autarquia, com as juntas de freguesia, utilizar a plataforma eletrónica SOS Vespa (www.sosvespa.pt).

Segundo a autarquia, após a comunicação dos casos, é efetuada uma deslocação ao local pelos técnicos do Serviço Municipal de Proteção Civil/Gabinete Técnico Florestal. Caso se confirme tratar-se de um ninho de vespa velutina ou asiática, a situação é comunicada à empresa contratada pela Câmara Municipal para o efeito e agendada a destruição do ninho.

A Câmara informa que o controlo desta espécie é efetuado através da remoção e eliminação dos ninhos com a aplicação de um inseticida, por pulverização diretamente nos ninhos.

"A vespa velutina é uma espécie não-indígena, predadora da abelha europeia (Apis mellifera), proveniente de regiões tropicais e subtropicais do norte da Índia, do leste da China, da Indochina e do arquipélago da Indonésia. Na época da primavera, constroem ninhos de grandes dimensões, preferencialmente em pontos altos e isolados", esclarece a Câmara.

Esta espécie não indígena, acrescenta a nota de imprensa, prejudica a apicultura por se tratar de uma espécie carnívora e predadora das abelhas que pode ter implicações para a saúde pública, não sendo mais agressivas que a espécie europeia. No caso de sentirem os ninhos ameaçados reagem de modo bastante agressivo, incluindo perseguições até algumas centenas de metros.

LUSA