A verdade sobre a mentira

Investigadora detetou estratégias de contrainformação durante as legislativas de 2011

Investigadora detetou estratégias de contrainformação durante as legislativas de 2011

Doutoranda em Ciências Sociais e Mestre em Comunicação Social, Mafalda Lobo há muito que acompanha a política e os media. Passou a pente fino as eleições legislativas de 2011, atenta à comunicação política digital, às redes sociais e à forma como a cidadania se constrói em redor de tudo isto. Anotou a existência de estratégias de contrainformação e sublinha a importância de haver uma triagem dos conteúdos, de forma a que o cidadão consiga separar o trigo do joio. Dessas eleições no início da década, fica a ideia de que poderia haver mais contacto com o poder político. "Não havia feedback, as pessoas sentiram-se frustradas. perceberam que não era o candidato que estava ali", diz.

  • "Nunca a comunicação social teve níveis de credibilidade tão baixos"
    15:28

    A verdade sobre a mentira

    Fez parte da equipa que fundou o jornal Público, em finais dos anos 80, um dos nomes e rostos do Observador, que ajudou também a fundar, José Manuel Fernandes é um histórico no jornalismo português. Tem uma longa carreira que atravessa a imprensa, em papel e no digital. "Nunca nas décadas mais recentes, a comunicação social teve níveis de credibildiade tão baixos", realça na entrevista que deu à SIC. Sublinha que as notícias falsas, os boatos, sempre por nos andaram a espreitar. "Não é necessário haver redes sociais para estes dramas acontecerem". Aponta para algo que diz ser decisivo em todo este contexto: a fragmentação do espaço público.

  • Os jornalistas "têm de defender a sua dama, mesmo que já não haja ninguém a ouvi-los"
    9:50

    A verdade sobre a mentira

    "Antes de ser uma crise do jornalismo, é uma crise dos leitores". É esta a convicção do jornalista, comentador, escritor. Miguel Sousa Tavares não tem Facebook. "É uma atitudade se sanidade mental. Porque eu gosto e preciso de estar informado e sei, por princípio, que se for ler coisas nas redes sociais sou capaz de acreditar naquilo e aquilo é capaz de ser falso", realça nesta conversa com a SIC. De forma simples e clara, realça o que entende que precisa de ser feito: "A coisa principal é os jornalistas meterem na cabeça que estão num combate de trincheiras e não podem arredar pé. Têm de defender a sua dama, mesmo que já não haja ninguém a ouvi-los".

  • Paul Horner diz que apoiantes de Trump são mais fáceis de convencer
    3:50

    A verdade sobre a mentira

    É responsável por alguns dos sites mais famosos e polémicos nos Estados Unidos (O abcnews.com.co, cópia do verdadeiro site da ABC News, é um dos exemplos), dos quais saíram as principais notícias falsas, durante a campanha eleitoral norte-americana. Paul Horner contou a piada embrulhada em mentira contra a figura de Hillary Clinton. Mais que tudo, diz, porque os apoiantes de Trump são mais fáceis de convencer. Atraiu milhões para as falsas notícias que produziu. Como a que dava conta de manifestantes anti-Trump que estariam a ser pagos para protestarem em comícios republicanos. Na entrevista à SIC, assume ser contra o atual Presidente, diz que fez tudo em nome do lucro e recusa a ideia de ter contribuído para a eleição do multimilionário. Vai mais longe e diz: "vou continuar porque posso viver disto. Tenho muitos fãs. (As Fake News) vão levar mais pessoas a questionarem-se e ajudar à distituição do Donald Trump."

  • Ex-espião Silva Carvalho relata em livro práticas ilícitas

    País

    O ex-diretor do Serviço de Informações Estratégicas e de Defesa Silva Carvalho, condenado em 2016 por violação do Segredo de Estado, assume práticas ilícitas enquanto operacional das secretas portuguesas, num livro que vai ser publicado na próxima sexta-feira.

  • O avô que se dedica a abraçar bebés prematuros

    Mundo

    "O avô da unidade de cuidados intensivos". É assim que as enfermeiras do Hospital Children's Healthcare de Atlanta, nos EUA, chamam a David Deutchman, um homem de 82 anos que, há 12 anos, vai à UCI dois dias por semana para abraçar os recém-nascidos.