Assalto ao Castelo

"Fiz coisas de que me envergonho"

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"Fiz coisas de que me envergonho"

Carlos Queiroz, ex-selecionador de Portugal, dá-nos uma entrevista forte e transparente. Entrevistámo-lo no Dubai, um lugar que a investigação da SIC coloca no centro do mapa do escândalo do GES/BES. Aqui antecipamos a Grande Reportagem da próxima semana.

"Fui informado que tinham desaparecido 800 mil dólares da minha conta, numa aplicação chamada Rioforte".

Carlos Queiroz abriu conta no ES Bankers Dubai, a filial do BES no emirato. O dinheiro que aplicou desapareceu na derrocada do grupo. Lutou para o recuperar: “Fiz coisas de que me envergonho”, confessa.

A filial onde Queiroz confiou revelou-se um dos cenários de fuga de capitais angolanos. Membros influentes da chamada elite angolana, alguns muito próximos de José Eduardo dos Santos, escolheram o ES Bankers Dubai para aplicarem milhões de dólares. Ao contrário de Queiroz, que conseguiu provar que nunca dera ordens para que o dinheiro fosse aplicado nas empresas do GES, a elite angolana fazia questão de distribuir o dinheiro pelas diversas empresas do grupo.

Entre Angola e o Dubai estabeleceu-se uma ponte aérea que ia alimentando as descapitalizadas empresas do GES.

E o Banco de Portugal sabia. A história começou a ser-lhe relatada por escrito em 2010.

"Assalto ao Castelo". Dias 1, 2 e 3 de março no Jornal da Noite.

Reportagem de Pedro Coelho, com imagem de José Silva com Luís Pinto e 4KFly. Edição de Imagem de Rui Berton, produção editorial de Diana Matias, grafismo de César Ribeiro, Luís Bispo e Sérgio Maduro.

  • Assalto ao Castelo

    Grande Reportagem SIC

    O sistema financeiro português acumula prejuízos. Nos últimos 9 anos o país suportou uma nacionalização, uma falência, duas resoluções, e diversas recapitalizações com empréstimos avalizados pelo Estado. A conta não para de somar números no vermelho. E não se prevê que pare tão cedo. Uma interminável lista de devedores correu todas as capelinhas da banca a pedir dinheiro que nunca foi pago. Essas dívidas, vindas do tempo do dinheiro fácil, forçaram este ambiente pré-comatoso da banca portuguesa. No tempo em que foi possível distribuir lucros, os acionistas encaixaram; quando chegou o tempo dos prejuízos, estes chegaram aos bolsos do país inteiro. No topo da pirâmide deste mundo insólito está a entidade a quem o legislador entregou a tarefa de supervisionar, monitorizar, avaliar o comportamento da banca e dos banqueiros. No topo dessa pirâmide está o Banco de Portugal. Ao longo destes quase dez anos, a instituição liderada, desde 2010, por Carlos Costa não conseguiu travar este impulso da banca para o abismo. A equipa de jornalistas que investigou o BPN, a Parvalorem e o Banif insiste na banca. Desta vez escrutinamos o trabalho do Banco de Portugal no caso BES.

  • A grande ilusão

    Assalto ao Castelo

    BPN, BPP, Banif, BES. Há um ponto de ligação entre toda a ruína financeira em que o país mergulhou. Em breve, o jornalista da SIC Pedro Coelho volta a mergulhar no tema. Hoje, antecipamos um pouco do que aí vem e recordamos, para melhor contextualizar, o começo de uma história de fraude, em 2008.

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    País

    Pelo terceiro dia consecutivo, continuam a ser ouvidos os arguidos da Operação Éter, que investiga um alegado esquema de corrupção orquestrado pelo presidente do Turismo do Porto e do Norte que terá lesado o Estado em cinco milhões de euros. Esta manhã começou a prestar depoimento uma jurista da instituição que diz que a sua detenção foi completamente descabida e exagerada.

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