Assalto ao Castelo

Angolanos politicamente expostos investiram no GES através do Dubai

Hoje no Jornal da Noite

Angolanos politicamente expostos investiram no GES através do Dubai

No terceiro episódio da série "Assalto ao Castelo", emitido esta sexta-feira no Jornal da Noite, revelamos uma troca de correspondência entre o Banco de Portugal e a DFSA, a autoridade de supervisão bancária do Dubai, congénere do Banco de Portugal. Através dessa correspondência ficamos a conhecer os contornos da associação entre duas geografias – Luanda e Dubai – ao escândalo BES/GES.

A troca de cartas entre as duas entidades começou em 2010. A última carta de que temos registo data de 2013.

Na colaboração efetiva e permanente que se estabeleceu entre as duas entidades (BdP e DFSA) ao longo desses três anos, o supervisor português ia sendo surpreendido com revelações que davam à filial do BES no Dubai, ES Bankers Dubai (ESBD) uma dimensão no universo BES muito maior do que aquela que o Banco de Portugal supunha.

A troca de correspondência é, também, uma troca de informações. Em 2012, a DFSA revela receios sobre a identidade e o estatuto dos clientes da filial do BES no Dubai e disso dá conta aos interlocutores portugueses. É neste âmbito que o Banco de Portugal fica a saber que, em 2011, 60 por cento dos ativos da filial do BES eram controlados por angolanos politicamente expostos ao poder de José Eduardo dos Santos. Nesse ano, quatro deles aplicaram 750 milhões de dólares no ESBD; a maior fatia, 500 milhões, teve as empresas do Grupo Espírito Santo (GES) por destino.

Em 2012, a DFSA dá conta de tudo isto ao Banco de Portugal. Na última carta, o supervisor do Dubai pergunta diretamente ao regulador português se estava em curso algum processo contraordenacional à entidade dona do ESBD, a Espírito Santo Financial Group. Os sinais de branqueamento de capitais eram já demasiado evidentes.

Na resposta que deu à SIC, o BdP esclarece que a supervisão das filiais dos bancos portugueses em matéria de terrorismo e branqueamento de capitais é da exclusiva competência dos reguladores locais.

  • Assalto ao Castelo - Episódio 1
    25:54

    Grande Reportagem SIC

    Que papel teve afinal o Banco de Portugal no caso BES? O regulador sabia e não agiu a tempo? O poder de Ricardo Salgado terá ofuscado a atuação da supervisão? O Banco de Portugal omitiu informações aos deputados da Comissão de Inquérito ao BES? Quatro perguntas a que os três episódios da Grande Reportagem da SIC tentarão dar resposta. Aqui revelamos dois documentos que começam a levantar o véu sobre os segredos do Banco de Portugal.

  • Assalto ao Castelo - Episódio 2
    32:16

    Grande Reportagem SIC

    No segundo episódio da Grande Reportagem "Assalto ao Castelo", revelamos um relatório do BPI que esteve, até hoje, na penumbra. Carlos Costa recebeu-o em 2013 e despachou-o para o seu vice a 1 de agosto de 2013 que, por sua vez, o despachou para o departamento de supervisão nesse mesmo dia. Nesse relatório, o BPI reúne documentação sobre o estado das finanças do GES. De acordo com esses dados, o grupo de Ricardo Salgado estava falido desde 2011. O que fez o Banco de Portugal? É a pergunta que se impõe.

  • Uma "mão invisível" ajudou a subir e manter o preço das ações do BCP. Pedro Coelho explica como
    3:42
  • O "amor cego" de Francisco por Maria Leal
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  • Comandante dos bombeiros da Figueira da Foz diz que demissão é "grito de revolta"
    7:52

    Tempestade Leslie

    O comandante dos Bombeiros Municipais da Figueira da Foz demitiu-se esta quarta-feira depois de ter sido acusado de ter abandonado o posto durante a tempestade Leslie. À SIC, Nuno Osório explica que a demissão é um “grito de revolta” pelas “difamações e mentiras” veiculadas na comunicação social e redes sociais. O comandante afirma ainda que se ausentou do terreno, mas apenas por volta das 05:00 da manhã de domingo por “necessidades pessoais”.

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    3:35

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    O trânsito na Rua Maria Pia continua cortado, assim como a circulação ferroviária entre Ponte Santana e Alcântara-Terra. Tanto a rua como várias casas ficaram inundadas. O diretor de comunicação da EPAL, Marques Sá, garante que a empresa vai avançar com o processo de indemnização a quem foi afetado pelas inundações e anunciou que entretanto foi retomado o abastecimento de água nas três ruas afetadas.

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    Mais de um milhão de portugueses trabalham, mas vivem na pobreza, e mais de dois milhões estão em risco de exclusão social. São números alarmantes que levam o Presidente da República a exigir ao Governo uma estratégia de combate à pobreza em Portugal.

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    SIC