E se fosse consigo?

Um é o pai legal, dois são “pais de coração”

Um é o pai legal, dois são “pais de coração”

Jorge Cabral e Pedro Mata sempre quiseram ser pais. Juntos, “decidiram avançar”, ainda a lei não o permitia a casais homossexuais. Jorge ficou como pai legal, os dois passaram a ser “ser pais de coração”, não sem antes terem envolvido a família na decisão que lhes mudou a vida. Hoje, partilham o orgulho que têm no filho, que os “tornou mais felizes, mais autênticos”.

  • "A família tradicional não existe"
    4:46

    E se fosse consigo?

    Para o pediatra Mário Cordeiro vivemos uma revolução social nas últimas décadas. Cada família organiza-se como acredita que vai funcionar melhor e todas são normais. "Anormais, é quando há pessoas narcisistas, quando há violência". Para as crianças é completamente indiferente a relação entre os pais, a vida conjugal só diz respeito a duas pessoas, sejam elas, pai e mãe, dois pais, ou duas mães. O pediatra não tem dúvidas de que o necessário é terem quem lhes dê amor, educação e limites.

  • "A diferença não está na orientação sexual das pessoas que criam os filhos, está no caráter”
    6:51

    E se fosse consigo?

    Fabíola nunca desejou ter filhos. Ana sempre sonhou ser mãe. Quando se tornaram casal, pensaram adotar mas, como a lei ainda não o permitia, a opção foi a gravidez de Fabíola. Partilharam os receios e discutiram a responsabilidade com a família, com os amigos. Como é que uma criança filha de duas mães iria ser recebida na escola, no infantário? Como seria com os vizinhos? A vida foi dando as respostas. “Ser homossexual não torna ninguém melhor nem pior", diz Fabíola. "A diferença não está na orientação sexual das pessoas que criam os filhos, está no caráter”, acrescenta Ana.

  • Ex-espião Silva Carvalho relata em livro práticas ilícitas

    País

    O ex-diretor do Serviço de Informações Estratégicas e de Defesa Silva Carvalho, condenado em 2016 por violação do Segredo de Estado, assume práticas ilícitas enquanto operacional das secretas portuguesas, num livro que vai ser publicado na próxima sexta-feira.

  • O avô que se dedica a abraçar bebés prematuros

    Mundo

    "O avô da unidade de cuidados intensivos". É assim que as enfermeiras do Hospital Children's Healthcare de Atlanta, nos EUA, chamam a David Deutchman, um homem de 82 anos que, há 12 anos, vai à UCI dois dias por semana para abraçar os recém-nascidos.