Vidas Suspensas

A história de Susana, despedida depois de denunciar diretor por assédio sexual

A história de Susana, despedida depois de denunciar diretor por assédio sexual

Susana Vieira era funcionária do aeroporto da Madeira e foi despedida por ter acusado o diretor de assédio sexual. 16 anos depois, continua à espera de ser reintegrada ou indemnizada. É o caso desta semana do programa Vidas Suspensas.

  • Susana foi vítima de assédio sexual no trabalho
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    Vidas Suspensas

    Susana apresentou queixa por assédio contra o diretor do Aeroporto da Madeira há quase duas décadas. Mas para a vítima, Susana Vieira, funcionária pública, então com 27 anos e hoje com 50, o caso continua em aberto, como um garrote a apertar-lhe a alma.

  • Susana foi obrigada a recomeçar do zero
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    Com uma pensão de reforma de 340 euros, Susana foi obrigada a recomeçar a vida profissional do zero, numa loja de flores. À SIC, confessa que quer fugir para longe, para uma cidade grande, mas não tem como, amarrada que está ao processo que lhe desfez a vida e que teima em não fechar-se. Susana apresentou queixa por assédio contra o diretor do Aeroporto da Madeira há quase duas décadas. O caso continua em aberto, como um garrote a apertar-lhe a alma.

  • Susana recorda com mágoa os que lhe fizeram mal, porque sabiam e silenciaram
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    Susana foi despedida no âmbito de um processo disciplinar, instaurado por “violação dos deveres de zelo, lealdade, correção e respeito” devidos ao diretor, e é ainda nessa situação de “aposentação compulsiva” que se encontra, apesar de o tribunal lhe ter dado razão. Todos os dias a caminho da loja de flores não consegue deixar de ver o aeroporto, dos aviões a chegar e partir, e recorda com mágoa tudo o que lá passou, das caras dos ex-colegas, “vermes sem carácter”, que lhe fizeram mal, porque sabiam e silenciaram.