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Álvaro Siza revisita quatro bairros sociais em quatro cidades da Europa: Porto, Veneza, Haia e Berlim. A arquitetura do Prémio Pritzker mantém-se e o tecido social dos bairros revela os moradores na Europa de hoje. Um trabalho que teve emissão na SIC Notícias a 28 e 29 de Maio, 4 e 5 de Junho.

  • Linhas sóbrias entre os palácios e as igrejas de Veneza
    37:31

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    Álvaro Siza deslumbra-se sempre com Veneza. Nos anos 80, foi o escolhido para traçar um plano de habitação social para a ilha da Giudecca, frente ao centro histórico de Veneza. Um projeto de linhas sóbrias entre os palácios e as igrejas de Veneza, junto a edifícios de dois grandes arquitetos italianos: Carlo Aymonino e Aldo Rossi. Na visita que fez aos moradores do edifício construído em Campo di Marte, Álvaro Siza deu explicações sobre as suas opções arquitetónicas, ouviu elogios e inquietações.

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  • Bonjour Tristesse
    37:47

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    O Muro de Berlim ainda estava de pé quando Álvaro Siza projeta um edifício e outros equipamentos na cidade então dividida pela Guerra Fria, no início dos anos 80. Entre habitantes alemães e uma vasta comunidade turca, o arquiteto ergue um edifício que acaba por ficar marcado por um graffiti colocado durante a noite no topo do prédio: Bonjour Tristesse. Hoje, é um exemplo de gentrificação, seduz novos arquitetos e profissionais liberais, atraídos pela obra de Álvaro Siza, projetada como habitação social.

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  • O graffiti de Siza em Berlim
    1:55

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    Em Berlim, o edifício projetado por Álvaro Siza no bairro de Kreuzberg é conhecido por Bonjour Tristesse. Trata-se de um graffiti que divide opiniões e que muitos moradores desconhecem a origem.

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  • Giudecca, o outro lado de Veneza
    3:09

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    Na ilha da Giudecca, em Veneza , há um edifício de 32 apartamentos projectado por Álvaro Siza. É aí que vivem muitos venezianos que saíram do centro histórico da cidade devido à forte pressão turística.

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  • Siza encontra sírio em casa que projetou há 30 anos
    1:42

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    O Pavilhão de Portugal na Bienal de Arquitetura de Veneza presta este ano homenagem a Álvaro Siza Vieira e aos seus projetos de habitação social. A este propósito a SIC desenvolveu uma série de trabalhos com o arquiteto nos vários bairros que projetou. Por exemplo, em Haia, numa dessas casas, Siza Vieira encontrou um sírio refugiado da guerra.

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  • A Haia de Siza multicultural
    37:26

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    Quando Álvaro Siza foi convidado a intervir no bairro de Shilderswijk, em Haia, nos anos 80, metade da população era holandesa e a outra metade era imigrante. Hoje, mais de 90% dos habitantes de Shilderswijk, têm as origens mais diversas, de dezenas de países. Turcos, marroquinos, paquistaneses, originários do Suriname, da Índia, etc. Álvaro Siza conheceu essa diversidade. Esteve na casa de uma família angolana que há mais de 10 anos vive no bairro e encontrou-se com um refugiado sírio recentemente chegado a uma casa projetada por Siza.

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  • A revolução e as casas de Siza no Porto
    38:13

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    Álvaro Siza entra no Bairro da Bouça, no centro do Porto, e é reconhecido e cumprimentado por novos e velhos. "O senhor arquiteto é como se fosse uma pessoa da família!". A exclamação de Amélia Castro é extensiva a muitos dos que habitam no bairro social da Bouça desde finais da década de 70.

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  • A Haia de Siza
    2:12

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    Ao longo de décadas, a Holanda tem recebido milhares de imigrantes. No projeto de Alvaro Siza em Haia, multiplicam-se as nacionalidades. O arquiteto encontrou nas casas que projetou, um casal de angolanos que vive há 10 anos em Haia.

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  • As casas de Siza na Bouça
    1:28

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    O projeto de habitação social de Álvaro Siza no Porto, o Bairro da Bouça, foi iniciado logo após o 25 de Abril e integrado no programa SAAL. O objetivo era retirar pessoas que viviam, em condições precárias, nas chamadas “ilhas” do Porto. Hoje, já é habitado por novos moradores mas, para os primeiros habitantes, a Revolução de 1974 é celebrada como o símbolo do acesso a uma nova casa.

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