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29.05.2011 13:06
Figueira da Foz: Corrida juntou 50 caracóis, vencedor cumpriu um metro em quase oito minutos (C/ FOTOS e VÍDEO)
*** Por José Luís Sousa (texto e vídeo) e Paulo Novais (fotos), da agência Lusa ***
*** Serviço vídeo disponível em www.lusa.pt ***
*** Por José Luís Sousa (texto e vídeo) e Paulo Novais (fotos), da agência Lusa ***
Figueira da Foz, Coimbra, 29 mai (Lusa) -- O vencedor da 5.ª Corrida de Caracóis, disputada sábado à noite no Caracolódromo de Torneira e Serrião, Figueira da Foz, cumpriu um metro de percurso em 7.58 minutos, retirando mais de minuto e meio ao anterior recorde.
As 12 pistas, canas com um metro de altura colocadas na vertical, receberam em mangas sucessivas 50 caracóis -- alguns personalizados pelos proprietários, outros desprovidos de adereços - iniciativa de uma associação recreativa da freguesia de Borda do Campo.
Nicolau Fonseca foi o vencedor da noite, com um caracol adquirido no local à própria associação, que se veio a revelar um campeão e novo recordista da competição.
"Apostei aqui na prata da casa porque achei que o caracol já estava habituado ao ambiente e é sempre melhor do que trazer um de fora", disse à agência Lusa Nicolau Fonseca.
O concorrente, que participou pela primeira vez num Grande Prémio de Caracóis, levou como tática "um bocado de trabalho, muita motivação e um pouco de sorte" e admite, agora, repetir a experiência.
"Agora descanso. Mas depois desta prova vamos ver, começar a fazer um treinito ou assim, ver a tática, outros campeonatos, e andar, sempre para a frente", revelou.
"Para a frente ou, neste caso, para cima", gracejou, aludindo ao percurso vertical dos caracóis.
O Grande Prémio de Caracóis surgiu em 2007 no intuito de dinamizar a atividade da Associação Recreativa Cultural e Desportiva da Torneira e Serrião "e tem dado frutos", afirmou Célio Pedrosa, vice-presidente da instituição.
A opção pela pista vertical "primeira e única no país, se houver mais são cópias desta", ficou a dever-se à necessidade de os caracóis não se desviarem do percurso estabelecido.
"Tentámos arranjar uma solução para o caracol fazer a corrida sem distrações. Havia corridas no chão, em círculos, mas o caracol ia para um lado ou para outro, assim conseguimos que siga sempre uma direção única", explicou.
Para além da corrida propriamente dita, o programa inclui ainda um concurso que premiou as melhores personalizações de caracóis, que iam desde um dálmata, uma joaninha, bandeiras nacionais ou um espécime com um prédio completo "às costas", entre muitos outros.
JLS.
Lusa/Fim
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