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Viúva de John Lennon entrega  prémio pela paz às "Pussy Riot" detidas na Rússia 

REUTERS Yoko Ono, Viúva de John Lennon - Reuters

A viúva de John Lennon, Yoko Ono, concedeu  hoje, em Nova Iorque, o seu prémio pela paz intitulado "LennonOno" às três  jovens do grupo punk "Pussy Riot" atualmente presas na Rússia por terem  cantado uma 'oração' anti-Putin. 

"As 'Pussy Riot' acreditam na liberdade de expressão. Vou trabalhar  para a sua libertação imediata", afirmou Yoko Ono, ao entregar a distinção  a Piotr Verzilov, marido de Nadejda Tolokonnikova, uma das cantoras detidas.

Artista de rua, Piotr Verzilov viajou até Nova Iorque com Gera, quatro  anos, filha da sua relação com Nadejda Tolokonnikova. 

É uma honra imensa receber este prémio das mãos de Yoko Ono e de ver  pessoas do mundo inteiro saírem à rua e fazerem ouvir a sua voz para manifestar  apoio" às "Pussy Riot", disse Piotr Verzilov em inglês. 

Nadejda Tolokonnikova, 22 anos, Ekaterina Samoutsevitch, 29, e Maria  Alekhina, 24, foram condenadas a 17 de agosto a dois anos de prisão por  "vandalismo" e "incitamento ao ódio religioso", depois de em fevereiro terem  cantado uma "oração punk" na catedral do Cristo Redentor (ortodoxa) em Moscovo,  pedindo à Virgem para "afastar (o Presidente russo Vladimir) Putin" do poder.

 A polícia deteve na altura três elementos do grupo, tendo depois anunciado  que lançou uma operação para capturar duas integrantes não identificadas  do "Pussy Riot", das cinco que realizaram a apresentação punk na catedral  moscovita contra o Presidente russo. 

O grupo punk russo "Pussy Riot" anunciou, entretanto, que duas integrantes  da banda, que estão a ser procuradas pela polícia, abandonaram a Rússia  para não serem detidas no seguimento do protesto contra Vladimir Putin.

O Conselho Consultivo para os Direitos Humanos junto do Kremlin criticou  a condenação das três jovens a dois anos de prisão, considerando que uma  pena suspensa teria sido suficiente. 

A Igreja Ortodoxa russa defendeu "a clemência" em relação às três jovens  após a divulgação do veredito, sublinhando, no entanto, "não pôr em dúvida  a legitimidade da decisão da Justiça". 

O processo das "Pussy Riot" teve eco internacional e o julgamento foi  criticado no estrangeiro, onde a sentença também foi considerada "desproporcionada".

Lusa

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