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Atelier-Museu Júlio Pomar recebeu perto de 30 mil visitantes em dois anos

O Atelier-Museu Júlio Pomar, em Lisboa, que completa dois anos de atividade em abril, recebeu cerca de 30 mil visitantes desde a inauguração, indicou hoje à agência Lusa fonte do espaço cultural que apresentará duas novas exposições este ano.

O atelier-museu foi inaugurado em abril de 2013, ano em que acolheu 16.841 visitantes e, em 2014, recebeu um total de 13.083, segundo dados daquela entidade que, no ano passado, passou da gestão da Câmara Municipal de Lisboa para a Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC). 

Contactada pela Lusa, a adjunta da direção e responsável de comunicação do Atelier-Museu Júlio Pomar, Graça Rodrigues, disse que "o decréscimo de visitantes após a abertura de um equipamento desta natureza se deve ao tipo de público que visita uma vez, para conhecer, e já não regressa". 

"Mas, apesar de o decréscimo não ser muito significativo - cerca de 3.000 entradas a menos [num ano] -, temos noção de que o museu tem uma difícil localização, estando muito escondido, o que decerto se poderá repercutir numa menor afluência de público", justificou.

Para sustentar esta ideia, Graça Rodrigues deu como exemplo a recente exposição de obras de Júlio Pomar na Coleção Millennium bcp, com curadoria de Sara Antónia Matos, que esteve patente em plena Baixa de Lisboa, na rua Augusta, e recebeu 30 mil visitantes em três meses.

"Isto é claramente a situação geográfica a pesar", comentou.

 O ateliê museu, localizado na rua do Vale, uma pequena artéria entre a rua das Parreiras, ao largo de Jesus, e a rua dos Poiais de São Bento, possui um acervo com cerca de 700 obras doadas pelo artista à Fundação Júlio Pomar, com pintura, escultura, desenho, gravura, cerâmica, colagens e "assemblage".

Pintor e escultor, nascido em Lisboa, em 1926, Júlio Pomar é um dos criadores de referência da arte moderna e contemporânea portuguesa.

Questionada sobre a programação prevista para este ano, Graça Rodrigues revelou que, em finais de março, deverá abrir a exposição "Sem Capricho ou Presunção... & Novas Doações" (título provisório), com curadoria de Sara Pereira, diretora do Museu do Fado, e de Sara Antónia Matos, diretora do Atelier-Museu, no que se refere às novas doações. 

De acordo com Sara Antónia Matos, a exposição "resulta da vontade conjunta do Atelier-Museu Júlio Pomar e do Museu do Fado em realizar uma mostra simultânea, a apresentar nos dois museus, revelando as ligações que o pintor estabelece entre as artes plásticas e o universo do fado"

As ligações vão passar, nomeadamente, pela componente poética na pintura e nas letras.

Do lado do Atelier-Museu Júlio Pomar, "após dois anos de atividade, esta exposição será também o pretexto para celebrar o enriquecimento do espólio pictórico de que o museu dispõe, e que é aí depositado pela Fundação do pintor, com a integração das novas doações".

Para outubro deste ano está prevista a apresentação de uma segunda exposição, ainda sem título, que tem por objetivo cruzar obras de Rui Chafes com as de Júlio Pomar, também com curadoria de Sara Antónia Matos.

A direção do museu está ainda a desenvolver uma parceria com o Museu do Vinho e a Câmara Municipal de Anadia, para a apresentação de uma exposição, no final do ano, com obras de Júlio Pomar no museu da Bairrada. 

 







Lusa
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