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Fórum internacional debate "O Lugar da Cultura" durante três dias em Lisboa

O Fórum Internacional "O Lugar da Cultura" começa na quarta-feira, no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, para debater, durante três dias, o papel da cultura nos modelos de desenvolvimento das sociedades atuais.

Centro Cultural de Belém. (Lusa/Arquivo)

Centro Cultural de Belém. (Lusa/Arquivo)

© Desmond Boylan / Reuters

Promovido pela Secretaria de Estado da Cultura (SEC), o fórum vai reunir agentes culturais portugueses e estrangeiros, responsáveis governamentais, artistas e especialistas em várias áreas da cultura. 

Entre outros, estarão presentes os ensaístas e investigadores Daniel Innerarity, professor de Filosofia Política e Social da Universidade do País Basco (Espanha), Jonathan Taplin, diretor do Annenberg Innovation Lab, da Universidade da Califórnia do Sul (Estados Unidos), e José Bragança de Miranda, professor da Universidade Nova de Lisboa.

Nestas conferências participam ainda, entre dezenas de oradores, o secretário de Estado da Cultura de Espanha, José María Lassalle, o ministro da Cultura de Cabo Verde, Mário Lúcio Matias de Sousa Mendes, e, como presidente do Centro Nacional de Cultura, Guilherme d´Oliveira Martins.

O presidente do Parlamento Europeu entre 1989 e 1992, o espanhol Enrique Barón Crespo, o economista checo, autor do livro "Economics of good and evil", Tomás Sedláccek, o professor de Economia Política José Tavares e o economista e autor da "Economia do Bem Comum", o austríaco Christian Felber, são outros dos oradores.

Os debates contam ainda com o percussionista, maestro e compositor Pedro Carneiro, diretor da Orquestra de Câmara Portuguesa, e com o cronista e músico da banda Buraka Som Sistema Kalaf Epalanga.

Da área da religião participam representantes de várias confissões, nomeadamente Sheik David Munir, imã da Mesquita Central de Lisboa, Esther Mucznik, vice-presidente da Comunidade Israelita em Lisboa, e Carlos Azevedo, delegado do Conselho Pontifício para a Cultura.

Em foco vão estar, na quarta-feira, os "Modelos de desenvolvimento para o século XXI", na quinta-feira, a relação "Cultura e Desenvolvimento", no quadro europeu de financiamento 2014/2020, e, na sexta-feira, as políticas setoriais, com a participação dos principais responsáveis de organismos oficiais na área.

Nas conferências do terceiro dia estarão representantes da Direção-Geral das Artes, da Direção-Geral do Património Cultural, do Instituto do Cinema e do Audiovisual, da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, do Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais, e da Inspeção-Geral das Atividades Culturais.

Também vão participar economistas, consultores, arqueólogos, sociólogos, conservadores de museus, escritores, arquivistas, editores, produtores de cinema, jornalistas, juristas, curadores, encenadores e arquitetos.

Na apresentação da iniciativa, a 31 de março, o secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, defendeu a aposta "no papel central da cultura nas sociedades", argumentando que "a qualidade de vida tem uma correlação com os indicadores culturais".

"Vivemos num tempo de muitas dúvidas e circunstâncias que colocam dificuldades. Há uma necessidade de novas perspetivas, e esta questão do papel da cultura no desenvolvimento é central", sustentou Barreto Xavier, na altura, numa conferência de imprensa.

Também estão previstos espetáculos e a exibição de filmes pela Cinemateca Portuguesa - Museu do Cinema, no CCB, na sexta-feira, sobre os primórdios do cinema.

O Fórum Internacional "O Lugar da Cultura" irá prosseguir com as Jornadas Porta Aberta, de sábado a quarta-feira, 22 de abril, com instituições públicas e privadas de todo o país que abrem as suas instalações, de forma mais alargada, ao público, segundo o programa do Fórum, que também inclui espetáculos e debates.

Lusa

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