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IndieLisboa 2015 quer cativar mais públicos e valorizar cinema português

Valorizar o cinema português e cativar novos públicos para o cinema independente são dois dos objetivos da direção do IndieLisboa, um festival internacional cuja 12.ª edição está mais simplificada para uma melhor apreensão.

© Agencja Gazeta / Reuters

O IndieLisboa começa na quinta-feira com dois filmes - duas comédias - que dão o mote a esses objetivos: "Capitão Falcão", de João Leitão, no Cinema São Jorge, e "While We're Young", de Noah Baumbach, com Ben Stiller e Naomi Watts, na Culturgest. 

Até 03 de maio, serão mostrados 260 filmes, dos quais 35 são obras portuguesas, numa programação com menor sobreposição de exibições e uma nova circulação entre salas, juntando a Culturgest, o Cinema São Jorge, a Cinemateca e, pela primeira vez, o Cinema Ideal.

Para evitar a dispersão de espetadores pela programação, foi criada a secção "Silvestre", fundindo as anteriores "Observatório", "Cinema Emergente" e "Pulsar do Mundo". 

"Depois de celebrar os dez anos, demorámos um ano para perceber e arrumar a casa e pensar na segunda década e manter o espírito 'indie', que esteve menos visível nas edições mais recentes", explicou Nuno Sena, da direção, na apresentação à imprensa.

A secção "Herói Independente", uma das âncoras do festival, reparte atenções entre a realizadora francesa Mia Hansen-Love e o norte-americano Whit Stillman, estando prevista a presença de ambos em Lisboa.

Destaca-se ainda o filme "Aqui, em Lisboa", encomendado pelo festival e rodado na capital portuguesa pelo realizador canadiano Denis Côté, o português Gabriel Abrantes, a chilena Dominga Sotomayor e a francesa Marie Losier, e "Força maior", do sueco Ruben Ostlund, premiado em Cannes, que fechará o IndieLisboa a 03 de maio.

A competição portuguesa conta com vinte filmes, dos quais quatro são longas-metragens: os documentários "Gipsofila", de Margarida Leitão, "A toca do lobo", de Catarina Mourão, "Uma rapariga da sua idade", de Márcio Laranjeira, e a ficção "Os olhos de André", de António Borges Correia.

Entre as 'curtas' em competição estão "Campo à beira mar", de André Ruivo - a única animação presente -, "Cinzas e brasas", de Manuel Mozos, "Fora da vida", de Filipa Reis e João Miller Guerra, "Iec Long", de João Pedro Rodrigues e João Rui Guerra da Mata, e "The last analog tree", de Jorge Pelicano.

A secção IndieMusic, com documentários sobre artistas e bandas ou filmes-concertos, contará com 14 obras, entre as quais "The death and resurrection show", sobre os Killing Joke, "God help the girl", escrito e realizado por Stuart Murdoch, dos Belle & Sebastian, e "Love & mercy", de Bill Pohlad, sobre Brian Wilson, dos Beach Boys.

A estes junta-se ainda "Música Moderna - um disco filme de TochaPestana", do duo português TochaPestana.

Fora de competição, os documentários "Rabo de peixe", de Joaquim Pinto e Nuno Leonel, e "O medo à espreita", de Marta Pessoa, sobre os arquivos da PIDE, e "Concerning violence", de Goran Hugo Olsson, sobre os processos de descolonização em África, também fazem parte desta edição.

João Botelho terá dois filmes no IndieLisboa: "A arte da luz tem 20.000 anos", rodado no Vale do Côa, e a curta "Nos campos em volta", feito no Alentejo.

Outra das secções consideradas importantes pela organização é a IndieJúnior, com programa específico para públicos a partir dos três anos.

"Foi uma secção criada há onze anos, com a intenção de dar atenção às crianças, um público que é muito maltratado ao longo do ano. E pensamos que os mais novos são o futuro público do Indie", disse Nuno Sena.

O orçamento é de cerca de um milhão de euros, com um ligeiro aumento de investimento não financeiro.

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