sicnot

Perfil

Cultura

Mãe que quer livros em português para ler à filha cria livraria virtual no Reino Unido

A frustração com a falta de acesso a livros infantis em língua portuguesa para ler à filha levou Carla Cruz, instalada em Londres há seis anos, a criar a Miúda, uma livraria virtual. 

miudabooks.co.uk

O projeto, contou à agência Lusa, nasceu da "luta quotidiana para manter ativo o português" da filha de dois anos e meio, que vive num ambiente trilingue: nasceu no Reino Unido e tem um pai de nacionalidade suíça.

Para Carla Cruz, "os livros são essenciais" para manter a ligação à língua e cultura portuguesa, mas deparou-se com a dificuldade de encontrar obras atuais na capital britânica ou de os trazer na bagagem "porque são muito pesados".

Por outro lado, ler em português os livros ingleses "é difícil reproduzir a poesia e riqueza da língua" e limita o vocabulário àquele que usa no quotidiano para comunicar com a filha. 

Ao refletir sobre o seu próprio dilema, pensou que este poderia ser partilhado com outros pais portugueses ou lusófonos residentes no território britânico e que este era "um nicho de mercado interessante para explorar". 

O passo seguinte foi contactar editoras em Portugal e há um mês atrás, em abril, abriu a loja [ www.miudabooks.co.uk/], onde tem atualmente à venda 16 livros de quatro editoras para um público pré-escolar. 

"Escolhi os livros que eu gosto, pelas ilustrações maravilhosas e histórias pouco usuais. Talvez por ter formação em arte, gosto de coisas fora do normal", admitiu a programadora cultural.

Fora os exemplares que guardou para ler à própria filha, falta ainda a Carla Cruz realizar a primeira transação, apesar das "muitas visitas e respostas positivas" nas redes sociais. 

Segundo a empreendedora, "a prova de fogo" vai ser no dia 14 de junho, nas celebrações em Londres do Dia de Portugal, no parque de Streatham Common, onde terá um espaço de venda. 

Além de negócio, quer recolher opiniões sobre que tipo de livros podem ter mais procura. 

"Quero oferecer um serviço à comunidade que fala português", vincou. 


Lusa
  • Ministra emocionou-se no Parlamento
    2:26

    Tragédia em Pedrógão Grande

    A ministra da Administração Interna disse esta quarta-feira no Parlamento que está, desde a primeira hora, a recolher, analisar e cruzar todos os dados do incêndio de Pedrógão Grande. Constança Urbano de Sousa emocionou-se diante dos deputados e admitiu que tem ainda muitas dúvidas sobre o que aconteceu. Foi pedido um estudo independente ao funcionamento do sistema de comunicações de emergência e uma auditoria à Secretaria-Geral da Administração Interna, a entidade gestora do SIRESP. A ministra explicou porquê.

  • "O que mais tem havido nesta altura são respostas precipitadas"
    7:21

    Opinião

    Foi um "debate contido" o de hoje, no Parlamento, sobretudo no frente-a-frente entre António Costa e Passos Coelho, na opinião de Bernardo Ferrão. O subdiretor de informação da SIC sublinha uma declaração "mortal" do primeiro-ministro, quando este disse que "ninguém quer respostas precipitadas". Por outro lado, a comissão técnica independente pedida pelo PSD pode virar-se contra o próprio partido.

    Bernardo Ferrão

  • NotPetya: Lourenço Medeiros explica o novo ciberataque global
    2:44

    Mundo

    A Ucrânia está a ser seriamente afetada por um novo ataque informático. Algumas empresas de grande dimensão estão a ser prejudicadas, agravando a dimensão global do ataque, o qual não parece ser dirigido a ninguém em concreto. Ontem, nas primeiras horas do ataque, não parava de crescer o número de vítimas.

  • Caricaturas de Trump invadem capital do Irão

    Mundo

    O Irão está a organizar um concurso internacional de caricaturas do Presidente norte-americano Donald Trump. Pelas ruas de Teerão já vão surgindo algumas imagens alusivas ao festival que vai realizar-se no próximo mês de julho.

  • De onde vem o dinheiro de Isabel II?

    Mundo

    A rainha Isabel II vai ser aumentada - pelo exercício das suas funções -, em 2018, para 82,2 milhões de libras (93,5 milhões de euros). Este valor é pago pelo Estado britânico. Contudo, esta não é a única fonte de rendimento da rainha de Inglaterra. Isabel II também recebe pelas terras, casas e empresas que tem espalhadas pelo Reino Unido.

  • Companhia aérea obriga deficiente físico a entrar no avião sem ajuda

    Mundo

    Um homem com uma deficiência física que o obriga a andar numa cadeira de rodas foi obrigado a subir sozinho as escadas de um avião da companhia aérea Vanilla Air. Hideto Kijima deparou-se com a situação quando estava a embarcar da ilha de Amami para Osaka, no Japão, com vários amigos que foram proibidos de o ajudar.