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Redescobrindo o cinema de Taiwan

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Redescobrindo o cinema de Taiwan

Tsai Ming-liang, nome grande do cinema de Taiwan, está de volta às salas portuguesas com “Cães Errantes”. João Lopes comenta as principais estreias da semana, incluindo “Divertida-Mente”, nova longa-metragem de animação com chancela dos estúdios Pixar.

“Cães Errantes”, filme de Tsai Ming-liang distinguido em Veneza (Prémio especial do Júri), faz o retrato do angustiado dia a dia de um homem, com os seus dois filhos, vivendo em zonas degradadas da cidade de Taipei, capital de Taiwan. Como é habitual na obra deste cineasta, o realismo combina-se com componentes do domínio do sonho e do pesadelo.

Da produção portuguesa, surge mais um trabalho de cariz documental. Chama-se “Alto Bairro”, tem assinatura de Rui Simões e procura fazer o ponto da situação de uma das zonas mais lendárias da cidade de Lisboa — o pretexto é o facto de o Bairro Alto ter completado 500 anos de existência.

No domínio dos desenhos animados, os estúdios Pixar continuam a inovar. Através de “Divertida-Mente”, de Pete Docter, propõe-nos uma aventura insólita e burlesca, passando no interior da cabeça de uma menina chamada Riley — as personagens principais são as suas cinco emoções: Alegria, Tristeza, Medo, Repulsa e Raiva.

No domínio do DVD, já está disponível um dos filmes com melhor lote de nomeações nos Oscars (cinco), mas sem qualquer distinção: “Foxcatcher”, de Bennett Miller, é um retrato dramático dos bastidores da equipa de luta livre que representou os EUA nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988.


* Banda sonora: “Um Americano em Paris” (1951), de Vincente Minnelli

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