sicnot

Perfil

Cultura

Ana Moura esgota o Olympia a abrir digressão internacional de "Moura"

A fadista Ana Moura abre a digressão internacional do novo álbum, "Moura", na sexta-feira, no Olympia, em Paris, com a sala já esgotada, anunciou a sua promotora.

A sala do boulevard des Capucines tem capacidade para cerca de 2.000 pessoas e, da capital francesa, a criadora de "Dia de folga" segue para o Luxemburgo, onde atua no sábado e no domingo, no Casino 2000.

Ainda este mês, Ana Moura, distinguida com um Prémio Amália para Melhor intérprete, em 2008, atua no dia 27 na Palatului, em Bucareste, e, no dia seguinte, na Sala Sporturilor din Cluj, em Cluj-Napoca, na região noroeste romena da Transilvânia.

Nesta digressão, Ana Moura é acompanhada pelos músicos Ângelo Freire (guitarra portuguesa), Pedro Soares (viola), André Moreira (baixo), João Gomes (teclados), Mário Costa (bateria) e Mário Barreiros (guitarra elétrica)

O álbum "Moura" foi editado em dezembro último e, na ocasião, em declarações à Lusa, Ana Moura afirmou que o novo CD "é aberto ao mundo, fazendo pontes entre diferentes tradições musicais, não esquecendo a matriz fadista", de onde a artista partiu.

"Moura", que dá título ao CD, é um tema que a poetisa Manuela de Freitas ofereceu à fadista, que o canta na melodia tradicional do Fado Cravo, de Alfredo Marceneiro.

Neste CD, pela primeira vez, a fadista canta autores como José Eduardo Agualusa, numa música do angolano Toty Sa'Med, Samuel Úria, Jorge Cruz, Edu Mundo, Carlos Tê e Kalaf, numa composição de Sara Tavares.

O produtor de "Moura" é Larry Klein, que também produziu o álbum anterior, "Desfado". Todavia, à Lusa, a intérprete de "Os búzios" afirmou que "não queria um 'Desfado dois', que foi tão 'fora da caixa', queria voltar a fazer uma coisa diferente".

"Este CD, o 'Moura', é mais atento aos pormenores", rematou.

Depois de atuar em França, Luxemburgo e Roménia, a fadista regressa a Portugal onde tem agendados espetáculos no Pavilhão Multiusos, em Guimarães, no dia 12 março, na Arena d'Évora, no dia 01 de abril, e, nos dias seguintes - 02, 03 e 04 de abril --, no Teatro das Figuras, em Faro.

No dia 09 de abril, a fadista sobe ao palco da Meo Arena, em Lisboa, e, nos dias 16 e 15, ao do Coliseu do Porto.

Ainda em abril, regressará às plateias internacionais, com uma atuação no dia 19, no Cadogan Hall, em Londres, seguindo para São Francisco, nos Estados Unidos, onde canta no dia 22, no Nourse Theatre.

Ainda em terras norte-americanas, a criadora de "Desfado" atua no dia 23, no Edmonds Center for the Arts, em Edmonds, nos arredores de Washington, dia 26, no Carnegie Hall, em Nova Iorque, e, no dia 28, no palco do Strathmore Hall, em North Bethesd, no Estado de Maryland.

No dia 29, Ana Moura atua no Flynn Theatre, em Burlington, no Estado de Vermont, encerrando a digressão norte-americana no Berklee Performance Center, em Boston, no Estado de Massachusetts, no dia seguinte, 30 de abril.

Além do Fado Cravo, a outra melodia tradicional que interpreta neste CD é o Fado Carlos da Maia de Sextilhas, no qual canta um poema de Maria do Rosário Pedreira, "Ninharia".

"Estas duas melodias representam o meu cerne, a minha essência fadista, e, depois, há um rasgo e a minha perene necessidade de me transformar, de nunca ser igual. Essa é a minha identidade, nunca acreditei em estereótipos", afirmou a intérprete.

"O meu canto é muito mais interior que exterior, vive muito mais de uma profundidade e de uma interioridade do que propriamente de uma estética vocal ensaiada", disse a fadista que, em seguida, sublinhou que nunca ensaia, além do essencial, "para que todos tenham as bases e estejam confiantes, mas é muito importante o improviso em palco".

Lusa

  • "Moura" é o 6º álbum da fadista lançado há menos de um mês
    2:39

    Cultura

    O sexto disco da fadista Ana Moura foi gravado em Los Angeles com o mesmo produtor de "Desfado". "Moura" tem letras de Jorge Cruz, Samuel Úria e Carlos Tê. Enquanto isso, a digressão mundial já foi anunciada e conta com espetáculo na Meo Arena a 9 de abril. O tema "Desfado" já conquistou cinco platinas e foi o disco mais vendido em Portugal nos últimos cinco anos.

  • Principais factos da acusação no caso BPN dados como provados

    País

    O coletivo de juízes responsável pelo julgamento do processo principal do caso BPN, liderado por Luis Ribeiro, deu início à leitura do acórdão pelas 10:30, com quatro arguidos ausentes do tribunal, entre os quais Oliveira Costa. Os principais factos da acusação são dados como provados, mas a leitura deverá demorar algumas horas

  • Autódromo do Estoril está ilegal há 45 anos

    Desporto

    De acordo com o Público este equipamento desportivo, inaugurado na década de 70, não tem licença de construção nem de utilização. Uma notícia que apanhou de surpresa o executivo camarário de Cascais, liderado por Carlos Carreiras.

  • Seca na Bacia do Sado exige restrições ao uso da água no Alentejo

    País

    A Agência Portuguesa do Ambiente aprovou hoje um conjunto de medidas para gestão dos recursos hídricos, definindo medidas específicas para a bacia hidrográfica do Sado, a única que se encontra em situação de seca. Além da diminuição de regas em hortas e jardins, a APA recomenda o encerramento das fontes decorativas, a proibição de encher piscinas e de lavagem de automóveis.

  • Sérgio Monteiro diz que proposta da Lone Star era a única viável
    0:35

    Economia

    Sérgio Monteiro diz que a proposta da Lone Star para comprar o Novo Banco era a única viável. Ouvido no Parlamento e em resposta ao PSD, o consultor que trabalhou com o Banco de Portugal durante o processo admite, no entanto, que há uma condição que pode inviabilizar o negócio.